Único pernambucano a ganhar ouro em Tóquio, zagueiro Nino festeja com a família: ‘Era ele chorando lá e a gente aqui’, diz mãe

A conquista do primeiro lugar nas Olimpíadas pela seleção de futebol masculino, neste sábado (7), tem um significado especial para a família do zagueiro Nino. Ele é o único pernambucano a subir ao ponto mais alto do pódio nos jogos de Tóquio, no Japão. Exibindo uma camisa com as cores da bandeira do estado e a medalha dourada no peito, o atleta fez a festa com os pais, pelo telefone, após o título.

“Era ele chorando de felicidade, lá, e a gente chorando de alegria, aqui”, declarou a mãe do jogador, Josy Mota, horas depois da conquista, em entrevista ao G1.

Nino foi titular na partida em que a seleção masculina venceu a Espanha, por 2x 1, na prorrogação. “Parece um sonho. A medalha de ouro é a realização desse sonho”, acrescentou, dona Josy.

Nino é o quarto pernambucano na história a conseguir uma medalha de ouro olímpica. Antes, o feito foi dos jogadores de vôlei Pampa (em Barcelona, em 1992), Dani Lins (em Londres, em 2012) e Jaqueline Carvalho (em Pequim, em 2008, e em Londres, em 2012).

Ainda emocionada, dona Josy assistiu ao jogo com parte da família, por causa dos cuidados com o distanciamento social na pandemia. “Se não fosse isso, a casa estaria cheia”, afirmou a moradora de Paulista, no Grande Recife.

Horas depois do encerramento da partida, dona Josy lembrou como passou as últimas horas antes de a medalha ser colocada no peito de Nino.

“Não dormi muto. Falei com ele na noite de sexta e conversamos um pouco. Hoje [sábado] acordei às 6h30 e não parei mais”, afirmou.

Nino saiu de casa aos 14 anos. Jogou em clubes de vários estados. Atualmente, mora no Rio de Janeiro, com a esposa, e atua pelo Fluminense.

Fonte: G1

Conselheiro dos EUA discute 5G no Brasil e deflagra reação da China

A visita do conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos Jake Sullivan, ao Brasil deflagrou um novo capítulo da queda de braço entre os americanos e a China em torno do leilão da tecnologia 5G no País.

Após encontro de Sullivan com o presidente Jair Bolsonaro, a embaixada americana afirmou que os Estados Unidos “continuam a ter fortes preocupações sobre o papel potencial da Huawei na infraestrutura de telecomunicações do Brasil, bem como em outros países ao redor do mundo”. A Huawei é uma companhia chinesa que já atua no Brasil e deve participar do leilão.

Em resposta, a embaixada da China no Brasil divulgou comunicado dizendo que os ataques dos EUA “são mal-intencionados e infundados”. “Seu verdadeiro objetivo é difamar a China e cercear as empresas chinesas de alta tecnologia com a finalidade de preservar seus interesses egoístas da supremacia americana e o monopólio na ciência e tecnologia. A esse tipo de comportamento que busca publicamente coagir os outros países na construção do 5G e sabotar a parceria sino-brasileira, manifestamos forte insatisfação e veemente objeção”, afirma a nota.

A tecnologia 5G promete velocidades até 20 vezes superiores ao 4G e permite um consumo maior de vídeos, jogos e ambientes em realidade virtual. O leilão do 5G está previsto para este ano, depois da autorização do Tribunal de Contas da União (TCU).

A Huawei tem sido o principal alvo da diplomacia norte-americana que defende o banimento mundial da companhia sob a alegação de que ela atua como um braço de espionagem do partido comunista chinês. Essa visão encontra respaldo na ala ideológica do governo brasileiro. A Huawei, no entanto, nega as acusações, diz que atua há mais de vinte anos no Brasil e reafirma que nunca registrou qualquer problema de violação de dados nos países em que atua.

Em junho, uma comitiva liderada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, e composta também por ministros do TCU e pelos senadores Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e Ciro Nogueira (PP-PI) agora ministro da Casa Civil, esteve em Washington. Eles visitaram empresas, como Motorola, IBM e Nokia, e se reuniram com integrantes do governo americano, incluindo membros do Conselho de Segurança Nacional, Departamento de Estado e Departamento de Segurança Interna.

A posição dos Estados Unidos a respeito do 5G é um dos poucos pontos em que a política da Casa Branca não foi alterada na mudança de governo de Donald Trump para Joe Biden. Os americanos continuam a pressionar o Brasil para que não permita mais a participação da chinesa Huawei no mercado nacional, embora ela esteja presente no País há 23 anos. A justificativa dos americanos é de que a participação da chinesa representa riscos à segurança nacional.

Fonte: R7

Ministro da Saúde anuncia mais 5% de vacinas para o RJ; capital reforça necessidade de entrega

Após o prefeito do Rio, Eduardo Paes, cobrar do governo federal a entrega de mais doses de imunizantes contra a Covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, publicou numa social que o Estado do Rio de Janeiro “receberá 5% a mais de vacinas”.

Segundo o texto, a decisão foi tomada pelo ministério para conter o avanço da variante delta, cepa que já é responsável por quase a metade das contaminações na capital fluminense.

“Seguimos trabalhando forte para acelerar a vacinação em todo o Brasil. Hoje pela manhã, definimos que o Estado do Rio de Janeiro receberá 5% a mais de vacinas #Covid19 para conter o avanço da variante Delta no estado”, escreveu o ministro na rede social.

Sem dizer quando as novas doses serão entregues, Queiroga acrescentou que a pasta federal repassou esta semana “mais de 994,4 mil doses” ao estado.

Queiroga complementou afirmando que, “desde o início da campanha, já enviamos [o governo federal] mais de 15 milhões de doses para o estado do RJ”. E finalizou a publicação marcando o prefeito Eduardo Paes.
Paes (PSD), mais cedo, fez um apelo ao Ministério da Saúde nas redes sociais por mais doses de vacinas. A resposta do ministro foi publicada horas depois. No texto, o prefeito disse ter tido conhecimento de que haveria “um monte de CoronaVac” estocada no ministério.

Fonte: G1

Covid: Com 1.275 novas mortes, média móvel volta a ficar acima de 900

Após dois dias com média móvel de mortes por covid-19 abaixo de 900 no Brasil, ontem o índice voltou a subir e ficou em 949. Nas últimas 24 horas, 1.275 pessoas perderam suas vidas para o vírus. Ao todo, são 563.082 mortes no pais desde o início da pandemia.

Com isso, o Brasil saiu do estado de queda da média móvel —observado ao longo da última semana— e voltou a registrar estabilidade, com variação de -14% na comparação com o dado de 14 dias atrás. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa, do qual o UOL faz parte, coletados junto às secretarias estaduais de saúde.

Havia dois dias em que a média móvel de óbitos estava abaixo de 900. Sexta-feira, foram, em média, 899 óbitos nos últimos sete dias, o que representava uma queda de -23% na comparação com 14 dias atrás.

Apesar do aumento desse sábado, o país está há oito dias com a média de mortes abaixo de mil após 191 dias seguidos acima dessa faixa. Em 2020, o tempo máximo foram 31 dias.

Também foram registrados 40.698 novos casos da doença provocada pelo coronavírus em 24 horas. Desde o início da pandemia, já foram registrados 20.149.146 diagnósticos positivos da doença.

Treze estados registraram tendência de queda na média móvel de mortes, enquanto outros sete tiveram estabilidade. Distrito Federal, Amapá, Roraima, Ceará, Rio Grande do Norte, Goiás e Mato Grosso tiveram aceleração.

Fonte: UOL