Titica Alves une poesia e teatro em seus trabalhos poéticos
Mestra da cultura de Salgueiro, eleita em votação promovida pela Prefeitura, com recursos da Lei Aldir Blanc, Titica Alves é mais conhecida como diretora e atriz, à frente do Grupo de Teatro Popular de Salgueiro, fundado por ela, na década de 90. As inúmeras peças, entre as quais, A Paixão de Cristo, aguardada, anualmente, pela população, e as premiações em dois anos consecutivos no edital Pernambuco das Paixões, conferiram-lhe o reconhecimento em toda a região.
Para além da atriz e diretora, no entanto, existe uma faceta menos conhecida, mas, vivida com igual envolvimento e intensidade – a de poetisa, declamadora e cordelista. “A poesia me encontrou primeiro que o teatro”, relaciona Titica que, aos 9 anos, recitou um cordel, escrito por ela, sobre os jogos escolares da cidade. “Foi motivo de muito orgulho para meu pai que mandou meu irmão datilografar e passar no carbono para ele mostrar aos amigos e compadres”.
É possível encontrá-la recitando em locais públicos ou em grupos de poesia como o Papa Cultura, no Cabo de Santo Agostinho, que se reúne, periodicamente. “Tenho vídeos feitos em todos os estados do Brasil por onde eu andei, com poesias sobre aquele lugar e a situação de lá – no Cristo Redentor, no Pão de Açúcar, nos ministérios, em Brasília”. Ela, ainda, se apresenta, todas as últimas sextas-feiras do mês, na Noite da Poesia, organizada pela Academia dos Poetas do Sertão Central de Pernambuco, em Salgueiro, e por meio da qual publicou, em 2 coletâneas, uma amostra do seu trabalho.
Conheça um pouco da poesia de Titica Alves presente na coletânea dos Poetas do Sertão Central:
Desde bem pequenininha
Tenho língua afiada
E nunca fico calada
Mas sempre andei na linha
Nem gosto de picuinha
Sempre ajudo meu irmão
Não gosto de humilhação
Nem tampouco prepotência
“Eu me chamo resistência
Como os cactos do sertão”











Pedro Leão Leal iniciou a carreira política como vereador de São José do Belmonte no quadriênio 1956/60, sendo reeleito como vereador mais votado para o período 1960/64, tendo sido presidente da Câmara de Vereadores. Foi prefeito de São José do Belmonte por duas vezes, de 1968/72 e 1976/82. Como chefe do poder executivo em sua primeira gestão destacaram-se as seguintes obras e serviços: abastecimento de água na sede do município; recuperação e ampliação dos serviços de eletrificação urbana; ampliação de calçamento na sede e nos distritos correspondendo a mais de vinte e cinco mil metros quadrados de ruas; construção da maior escola da rede municipal o Colégio Dr. Arcôncio Pereira; recuperação e instalação do prédio da casa de saúde; recuperação e reativação de postos de saúde; construção de mais três escolas municipais na zona rural; construção de cemitérios nos distritos; abertura e instalação de poços tubulares; aquisição de trator de esteira e ambulância.
Destacamos no quadro “Personagem” deste domingo, 19, a figura de padre Domingos de França Dourado, sacerdote baiano que foi Vigário de Salgueiro entre os anos 50 e 70, deixando grandes contribuições para a sociedade salgueirense.

Retomamos o quadro ‘Personagem’ neste domingo para prestar uma homenagem à socióloga Sônia Ribeiro, militante do movimento mulheres e homens negros, além de atual secretária executiva de Mulheres e Políticas de Ações Afirmativas em Santa Maria da Boa Vista.