Poemas e Poesias

Poemas e Poesias: Dengo

Carente e desolado
Apático e cabisbaixo
Falta carinho, carece de amor.

Quer um abraço fraterno
Um olhar furtivo e penetrante
Seu coração vagueia sem emoção.

O semblante é esquálido
Sua aparência degradante
Andar cabaleante e lento.

Necessita de ajuda, quer colo
Quer amor e dignidade
Quer DENGO de qualidade.

Por: Juraci Oliveira

Poemas e Poesias: Cordel da Transposição

1.No Império de Dom Pedro
Com a seca no sertão
Antonio Marcos Macedo
Sentio em seu coração
Este cidadão sonhou
Em seguida projetou
A grande transposição.

2.Uma grande comissão
Pra solução do problema
Com o projeto na mão
Falta de chuva era o tema
E contra a seca malvada
A comissão foi chefiada
Por Barão de Capanema.

3.Estudaram o problema
Mas não hove solução
Para amenizar a seca
Que assolava o sertão
Com o estudo terminado
E o projeto arquivado
Da grande transposição.

4.Depois entrou em ação
Ganhando muito dinheiro
Tristão Franklin Alencar
Esse tal de engenheiro
Reativou a idéia
E abandonou a platéia
Do Nordeste Brasileiro.

5.Foram rios de dinheiro
Gastos fora do normal
Governo cria o Denocs
Um órgão nacional
Que nunca saiu de sena
Do governo Afonso Pena
O embrião atual.

6.Esta obra Federal
Mais uma vez planejada
Quando Miguel arrojado
Planejou mas não fez nada
Foi mais um que desistiu
Pela altitude que viu
Do Araripe na chapada.

7.Novamente planejada
Dinheiro passando em cano
Por Epitácio Pessoa
Presidente desumano
História nunca esquecida
Chefiada e interrompida
Por Cândido Mariano.

8.Depois de sessenta anos
Sem nada ter resultado
Coronel Mário Andreazza
Com seu grupo encampado
Projetou a execução
Maior obra do Sertão
Continua engavetado.

9.Dos presidentes passados
Do mais fraco ao menestrel
Aparece Itamar Franco
Que também não foi fiel
Querendo emergencial
Mas o projeto afinal
Nunca saiu do papel.

10.Depois vem papai Noel
Com nova elaboração
Fernando Henrique Cardoso
Com sua imaginação
Pra no Ceará chegar
Não pode nem comessar
A grande transposição.

11.Com a nova elaboração
Que o presidente assinava
O estado de Pernambuco
Miguel Arraes governava
Pra melhorar o Nordeste
Que fizesse o eixo Leste
Sua demanda ampliava.

12.Em dois mil e três chegava
Com a força do povão
Lula o presidente eleito
Pra governar a nação
No discurso que ele fez
Falou a primeira vez
Sobre a transposição.

13.Buscando a aprovação
Do Congresso Nacional
Foi aprovado o recurso
Do seu plano decenal
Deu início ao eixo Leste
Maior obra do Nordeste
Do governo federal.

14.E no seu torrão natal
Fez o que ninguém fazia
Lula tirou do papel
Um projeto que existia
No seu tempo de criança
Lula tinha a esperança
E muita gente não sabia.

15.Porém Lula conhecia
O mapa desse canal
Onde fica o eixo norte
Num lugar especial
Botou pra levantar pó
Partindo de Cabrobó
Minha cidade natal

16.Chegou o dia a final
De alegria pro Nordeste
Lula foi o pai da obra
Por ser um cabra da peste
As máquinas aqui chegaram
Em julho se iniciaram
As obras do eixo Leste.

17.Passou-se dois mil e sete
Com a obra em construção
No ano dois mil e oito
Chuveu muito no sertão
Dois mil e nove chegou
E o Nordeste acreditou
Na grande transposição.

18.Lula veio de avião
Visitou Minas Gerais
Formou sua caravana
Partiu pra Bahia em paz
No solo pernambucano
Depois no paraibano
Lula aumentou seu cartaz.

19.Lula em quatro anos faz
Sem preguiça ou artimanhas
Uma obra gigantesca
Quebrou rochas e montanhas
O helicóptero fez manobras
Lula visitando as obras
Em São José de Piranhas.

20.Lula chega aos nordestinos
Nova campanha ele enfrenta
Dessa vez uma mulher
Precandida apresenta
Na história brasileira
Dilma Roussef a primeira
Mulher a ser foi presidenta.

21.Foi eleita então enfrenta
A transposição sem dó
O eixo Leste em Floresta
Mas o projeto é um só
Entre Salgueiro e Serrita
Passa a obra mais bonita
Que começa em Cabrobó.

22.Entre madeira e cipó
E as matas ressecadas
Ouviam-se os estrondos
Parecendo trovoadas
Meia hora de explosão
Com dinamites no chão
As rochas sendo quebradas.

23.Hoje tem uma cambada
De gente sem coração
Mentindo e fazendo vídeos
Da grande transposição
Igual cachorro sem Faro
Pra defender Bolsonaro
Chama Lula de ladrão.

24.Porém a transposição
Pra quem é inteligente
É uma obra importante
Que ajudou muita gente
De um presidente gentil
Construída no Brasil
Pelo melhor presidente.

Autor: Poeta Erinaldo Freire

Poemas e Poesias: Cortaram as asas do Canário sonhador

No último fim de semana noticiamos o assassinato do servidor público da Prefeitura de Mirandiba Jefferson Nunes, conhecido como “Canário”, de 25 anos. Muito conhecido e querido na cidade, morreu jovem, deixando muitos sonhos por realizar. Hoje recebemos esse poema abaixo, de autoria desconhecida, prestando-lhe uma homenagem. Leia:

Em Mirandiba vivia
Em meio a muita alegria
Um canário sonhador
Cheio de brincadeiras
Andava pelas rebeiras
Falando de fé e amor

O menino era jovem
Farrava como os demais
Brincava com as pessoas
Sem maldade, nada demais
Ele não imaginava
Ter suas asas cortadas
Por coisinhas tão banais

O passarinho cantava
Voava por todo lado
Sonhava ele que veria
Mirandiba em bom estado
Mas cortaram suas asas
Antes do voo alçado

O passarinho sonhava
Que tudo ia ficar perfeito
Pois Mirandiba agora tinha
Um tão sonhado prefeito
E o nosso Kanarinho
Estava naquele berço

Ninguém sabe o motivo
A razão ou cabimento
Que levou um indivíduo
Fazer naquele momento
Um ato deliberado
Causando dor e sofrimento

Sofre o pai e a mãe
Os irmãos e os amigos
Sofrem os outros sonhadores
A dor de perder o brilho
Que emanava dos olhos
Do canarinho bonito

Por que cortaram as asas
Do canário sonhador?
Queriam calar seu canto?
Ou só queriam sua dor?
Por que deixaram o ódio
Predominar o amor?

Kanario não tinha malícia
Achava tudo normal
Brincava com as coisas da vida
Matar-lhe foi coisa banal.
Mas para quem tem fé em Deus
A morte não é o final.

Cortaram as suas asas
Mas não levaram seus sonhos
Aqueles que o amaram
Vão continuar lutando
Jamais será esquecido
Nosso passarinho ferido
Mesmo estando em outro plano.

Poemas e Poesias: Umãs, terra hospitaleira

No interior de Pernambuco
Existe um belo lugar
3° distrito de Salgueiro
Venha aqui nos visitar
Lugar simples e calmo
Muito bom de se morar.

Umãs é o seu nome
Por nós muito querida
Ainda não é cidade
Mas é bem parecida
Crescendo a cada dia
Está bem desenvolvida

De várias partes do Brasil
Aqui tem gente morando
Alugam, constroem casas
Logo vão se adaptando
Com o passar dos dias
Aqui vão se firmando.

Umãs é bem abençoada
Por dois santos padroeiro
Um comemorado em agosto
O outro no mês de janeiro
Unidos todos na fé
Por um Deus verdadeiro.

Orgulho-me desta terra
Está sempre se destacando
Na agricultura, educação
Tem muita gente atuando
Também em outros setores
O seu nome exaltando.

Da minha pequena Umãs
Um pouco aqui citado
Convido-lhe a conhecer
Este distrito estimado
Quem sabe você também fica
Por nossa Umãs apaixonado.

Por Sônia Regina

Poemas e Poesias: Trilhando Caminhos

Foram muitos dias e horas a
fio esperando na estação do
tempo o embarque no trem da vida.
Trilhei caminhos sobre sonhos dormentes
e agitado coração em busca de uma estação
que me servisse de refúgio e fortaleza,
lutas e conquistas, de fraternidade,
sucesso, amor e felicidade.

Por Anibal Alves – Natural de Sertânia e membro da Academia de Letras de Paulo Afonso-BA a partir do dia 20 de agosto.

Poemas e Poesias: Parabéns Carcará

Foi preciso muita raça,
Coragem, força e ousadia
Pra vencer o Santa Cruz
com esperança e magia
E conquistar o campeonato
Que sonhamos um dia

Que um time do sertão
Ninguém podia imaginar
Que fosse assim tão ousado
A ponto de humilhar
O Santa Cruz poderoso
Nas garras do Carcará

Nosso brado de vitória
Ao timaço exemplar
Que mostrou raça e fé
Até o jogo findar
Do presidente ao gandula
Tem garras de Carcará

Parabéns jovens guerreiros
Do sertão de Pernambuco
Deus proteja esse escrete
Que fez maior vuco vuco
Sacudiu o salgueirense
Deixou o povo maluco.

Por Anibal Alves Nunes

Poemas e Poesias: Feliz aniversário Alvinho Patriota

Desde que ele nasceu
No sítio Caldeirãozinho
Sebastião Alves e Eliza
Deram o nome de Alvinho
Para que ninguém chamasse
Sebastião de “Tiãozinho”.

Alvinho cresceu no sertão
Entre urtiga e catingueira,
Cuidando da criação,
Correndo na capoeira
Ao lado de doze irmãos
Pai firme e mãe guerreira.

Apesar de inteligente,
Determinado e vigoroso
Quando Auristela o chamava,
Ficava muito raivoso
Dizia: “Vai ficar burro”!
Burro, velho e preguiçoso!

Depois de Pinto Ribeiro
Foi morar em Sertânia
Estudar e trabalhar
Sem nenhum medo nem manha
Descobrindo novos rumos
Com uma vontade medonha

Fez Direito na Paraiba
Ainda com média idade
Trabalhou na Polícia Rodoviária
Depois mudou de cidade
Salgueiro lhe adotou
Em sua maioridade.

Namorou, noivou e casou
Com Socorro sua amada
Teve com ela três filhos
Uma pequena ninhada
Duas mulheres e um homem
Família linda e abençoada

Hoje está aposentado
Mas não para de lutar
No escritório, na fazenda,
Em todo canto ele está
Com os filhos ou os netos
Sempre vai se encontrar.

Agora resta desejar
A esse primo irmão
Que Deus abençoe sua vida
E ilumine a sua geração
Lucianna, Sérgio, Anna Paula
Socorro e os netos que virão.

Por Anibal Alves Nunes