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Comércio de cabelos virgens cresce e vira alvo de ladrões

Recém-encerrado, 2011 vai ficar marcado pelo aumento de uma modalidade de crime que vem assustando quem trabalha no mercado de beleza: o roubo de cabelos virgens – aqueles que nunca passaram por tratamentos químicos ou tintura. Bandidos armados invadiram lojas brasileiras que vendem os fios em São Paulo e Salvador. A onda de assaltos chamou atenção até da imprensa internacional. O site Blackbook informou que apenas no último mês de dezembro seis salões da capital paulista foram roubados, totalizando um prejuízo de mais de R$ 150 mil. Países como Estados Unidos e Portugal também têm enfrentado o problema, e isso reflete o promissor e crescente mercado das extensões capilares, muito usadas em apliques e perucas que deixam anônimas e famosas – como Beyoncé e Christina Aguilera – com cabelões de fazer inveja.

Um caso acontecido em Goiânia dá uma ideia ainda mais clara do cenário. Em maio de 2011, uma mulher evangélica de 24 anos teve os seus cabelos cortados a estilete por um ladrão num terminal de ônibus. O rapaz se aproximou por trás da moça e cortou os fios, que se estendiam além da cintura.

Esses acontecimentos, que a polícia investiga e tenta coibir, tornam necessários certos cuidados para quem adquire as extensões em lojas ou faz um megahair com os fios comprados no próprio salão. “Os clientes devem procurar estabelecimentos de boa qualidade. Sempre perguntar também sobre a procedência das mechas e exigir a nota fiscal delas. É uma mercadoria como qualquer outra”, alerta Thomaz Aldred, proprietário da loja especializada Kalli Cabelos, com unidades em São Paulo e em Santa Catarina.

O preço da qualidade 
Existem no mercado extensões capilares artificiais feitas de nylon, mas elas não têm a mesma aparência e qualidade das naturais. “Ainda não foi possível reproduzir o brilho e a consistência do cabelo humano”, explica Daniel Petrolo, dono do Studio Vip, estabelecimento do Rio de Janeiro especializado na venda de mechas e em megahair. “Fios naturais e virgens podem ser alisados, cacheados com permanente, entre muitos tratamentos. O fio sintético só pode ser cortado, nada mais”, completa Daniel, falando das vantagens de um tipo sobre o outro.

Cabelos virgens também levam vantagem na hora do tingimento, como esclarece Celso Hayato, hair stylist da rede de salões Jacques Janine, em São Paulo. “Eles facilitam os trabalhos de mudança de cor, por terem caimento, flexibilidade e brilho superiores”, conta Celso. “O resultado é naturalmente melhor. É um cabelo que não passou por qualquer processo químico”, prossegue o especialista. Todas essas características valorizam o produto e o seu preço.

Fonte: IG