Personagem: Tony Tornado

Tony Tornado, cujo nome verdadeiro é Antônio Viana Gomes, nasceu em 26 de maio de 1930, na cidade de Mirante do Paranapanema, no estado de São Paulo, Brasil. Desde cedo, ele demonstrou um talento especial para as artes, especialmente a música e a atuação. Antes de se tornar um ícone da música e da televisão brasileira, Tony teve uma vida marcada por desafios, incluindo uma infância humilde e a necessidade de trabalhar desde cedo para ajudar sua família.

Nos anos 1960, Tony Tornado começou sua carreira artística como cantor de música soul e funk. Ele foi profundamente influenciado pelo movimento cultural negro dos Estados Unidos e pelo ícone da música soul James Brown. Em 1970, Tony participou do Festival Internacional da Canção com a música “BR-3”, ao lado do Trio Ternura, o que marcou sua ascensão ao estrelato. A performance enérgica e carismática garantiu a vitória no festival e solidificou seu lugar no cenário musical brasileiro.

Além da música, Tony Tornado também teve uma carreira significativa como ator. Ele estreou na televisão no final dos anos 1960 e, ao longo das décadas seguintes, participou de diversas novelas, séries e programas de televisão. Entre seus papéis mais memoráveis estão suas atuações em “Roque Santeiro”, “Sinhá Moça” e “O Clone”. Sua presença marcante e talento versátil lhe renderam reconhecimento e respeito no meio artístico.

Tony Tornado também é conhecido por seu ativismo em prol da cultura negra no Brasil. Ele sempre utilizou sua visibilidade e influência para abordar questões relacionadas ao racismo, à desigualdade social e à valorização da cultura afro-brasileira. Tornado é um defensor fervoroso dos direitos dos negros e tem se posicionado publicamente em diversas ocasiões para promover a igualdade e combater a discriminação.

Apesar dos desafios ao longo de sua vida e carreira, Tony Tornado manteve-se relevante e ativo na cena cultural brasileira. Sua contribuição para a música e a televisão, bem como seu papel como ativista, fazem dele uma figura inspiradora e respeitada. Tornado continua a ser uma voz importante na luta pela igualdade racial e pela valorização da cultura negra no Brasil.

Hoje, Tony Tornado é celebrado como um verdadeiro ícone cultural. Sua trajetória de vida e carreira é um exemplo de talento, resiliência e dedicação. Ele deixou um legado significativo nas artes e continua a inspirar novas gerações de artistas e ativistas. Aos mais de 90 anos, Tony Tornado permanece ativo e comprometido com suas paixões e causas, demonstrando que sua energia e influência continuam fortes.

Copa América: Brasil joga mal, perde para o Uruguai nos pênaltis e é eliminado

Na noite deste sábado (06), Uruguai e Brasil protagonizaram uma batalha no Allegiant Stadium, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Em um jogo muito pegado e sem grandes chances, quem se deu melhor foi a seleção do Uruguai, que venceu nos pênaltis 4 a 2, após empate em 0 a 0 no tempo normal e garantiu a classificação para a semifinal contra a Colômbia.

Em um jogo pegado e com muitas faltas, a partida teve poucas chances reais por parte das duas equipes. Depois da expulsão de Nández aos 28 da segunda etapa, o Brasil passou a atacar mais e assustar o goleiro Rochet, mas não foi o suficiente para evitar os pênaltis.

Após o 0 a 0 prevalecer no jogo, Rochet pegou cobrança de Militão, viu Douglas Luiz acertar a trave e foi o principal nome na classificação uruguaia.

O jogo

Em um jogo marcado por divididas no meio-campo, faltas e erros de falta, poucas chances foram criadas e os goleiros pouco apareceram nos primeiros 45 minutos. Dentro do que foi a partida, Ronald Araújo foi o pivô de uma confusão após dar um empurrão em Endrick por trás e sair lesionado poucos minutos depois.

O Uruguai de Bielsa foi quem começou atacando e pressionando, mas não assustava o Brasil. Foi apenas em um lance, quando Darwin Núñez recebeu cruzamento sozinho e cabeceou para fora, que a Celeste assustou. Por outro lado, pilhado, o Brasil teve apenas uma chance com Raphinha, que desperdiçou chance cara a cara com Rochet, que fez boa defesa.

A segunda etapa começou mais movimentada com as duas equipes chegando, mas foi o Uruguai que levou mais perigo. Valverde aproveitou rebatida e finalizou, mas Alisson defendeu. Logo depois, Darwin teve boa chance, mas Marquinhos bloqueou o chute.

Foi aos 27 da segunda etapa que o jogo melhorou para o Brasil. Depois de muitas faltas dos uruguaios, o lateral-direiro Nahitan Nández deu carrinho forte, acabou solando o tornozelo de Rodrygo e foi justamente expulso. Com um a mais em campo, o time de Dorival Jr. ficou mais com a bola e passou a incomodar os uruguaios, mas sem eficiência para evitar os pênaltis.

Próximo jogo

Com o placar, a seleção do Uruguai agora encara a Colômbia, que goleou o Panamá por 5 a 0. O duelo acontece na quarta-feira (10), às 21h (de Brasília).

Do outro lado da chave, Argentina e Canadá se enfrentam para ver quem chega na grande final.

Fonte: CNN

Jovem desenvolve lesão pulmonar grave após uso de cigarro eletrônico

O cigarro eletrônico, popular entre os jovens, tem sido cada vez mais associado a problemas sérios no pulmão. Em um caso relatado em um artigo do The New England Journal of Medicine e publicado no Medscape em 25 de junho, médicos contam sobre uma jovem de 19 anos, não identificada, que desenvolveu uma lesão pulmonar grave após fazer uso do dispositivo.

Inicialmente, ela foi diagnosticada com pneumonia bacteriana, mas os responsáveis pelo atendimento ficaram intrigados com a ineficácia do tratamento com antibióticos.

Ela procurou o pronto-socorro com falta de ar, calafrios, tosse e febre alta que já duravam uma semana e passou por uma bateria de testes. Os exames mostraram “opacidades como vidro fosco” em seus pulmões e ela foi diagnosticada inicialmente com pneumonia bacteriana.

Em exames de raio-x ou tomografias computadorizadas, os pulmões aparecem pretos — no entanto, áreas cinzentas e nebulosas sugerem que os sacos de ar nos pulmões podem estar cheios de fluido ou outras substâncias.

Os médicos só conseguiram identificar o problema quando a jovem contou que estava usando cigarro eletrônico: a partir desta informação, ela foi diagnosticada com lesão pulmonar induzida por vaporização (EVALI).

Lesão pulmonar associada ao uso de cigarro eletrônico (EVALI)

EVALI é um termo usado para descrever doenças respiratórias agudas causadas pelos efeitos tóxicos de produtos químicos usados ​​por vaporização. De acordo com os médicos, a doença causada pelo dispositivo se apresenta como um quadro viral atípico, com falta de ar, tosse, dor no peito e febre.

Por ser recepcionista em um consultório médico, a jovem acreditava que estava com gripe. Ela tentou tratamento com antibióticos, mas o medicamento não aliviou em nada os sintomas.

A paciente voltou ao hospital descrevendo a falta de ar como “angustiante”. Ela apresentava febre de 39 °C, além de baixa oxigenação no sangue, e os médicos decidiram suplementar oxigênio antes de realizar exames de pulmão e testá-la para Covid.

Um pneumologista foi acionado quando os “sintomas atípicos” de pneumonia bacteriana não desapareceram após 48 horas de tratamento com antibióticos. “Quando questionada pelo pneumologista sobre o uso de tabaco, a paciente relatou ter usado cigarros eletrônicos do namorado no último mês”, escreveram os médicos no relatório do caso.

Após ser diagnosticada com EVALI, a jovem recebeu esteroides, que resolveram seus sintomas, e foi orientada a parar de usar cigarros eletrônicos.

“A maioria dos pacientes hospitalizados com lesões pulmonares associadas ao cigarro eletrônico ou produtos de vaporização precisarão de internação na unidade de terapia intensiva e, muitas vezes, de ventilação mecânica. O prognóstico permanece bom quando a doença é devidamente identificada e tratada, com foco na abstenção do uso de cigarros eletrônicos para prevenir a recorrência”, disseram os autores do relatório.

Fonte:  Metrópoles

Entenda por que o Congresso pode derrubar o critério de 40 g de maconha decidido pelo STF

A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) das Drogas, atualmente em tramitação no Congresso Nacional, pode reverter a decisão recente do STF (Supremo Tribunal Federal) que estabeleceu um critério de 40 gramas para diferenciar usuários de traficantes de maconha e descriminalizou a droga. O texto foi aprovado no Senado e, atualmente, uma comissão avalia a proposta na Câmara.

Por ser uma PEC, caso o Congresso Nacional aprove o texto, a matéria seguirá diretamente para publicação, sem passar pela sanção do presidente da República. Isso significa que o presidente não poderá vetar partes ou a totalidade da matéria, como ocorre com projetos de lei.

“Uma vez publicada, a PEC derrubaria automaticamente o critério das 40 gramas definido pelo STF. A partir de então, qualquer pessoa flagrada com qualquer quantidade de maconha ou outras substâncias poderá responder criminalmente, mesmo que a pena seja de medidas socioeducativas de até dez meses, conforme previsto no Código Penal”, explicou a advogada constitucionalista Vera Chemin.

A advogada ressalta que a decisão do STF de fixar o critério de 40 gramas foi uma medida temporária até que o Congresso Nacional legislasse sobre o tema.

“A PEC, ao ser incorporada na Constituição, se sobrepõe às decisões do STF, pois o Congresso Nacional é o órgão competente para legislar sobre a tipificação de crimes e penas”, completou. Fixar uma quantidade específica para diferenciar usuários de traficantes é uma atribuição que, segundo a advogada, cabe ao Legislativo e não ao Judiciário.

Detalhes da PEC das Drogas

A PEC das Drogas propõe adicionar ao artigo 5º da Constituição o texto que afirma que “a lei considerará crime a posse e o porte, independentemente da quantidade, de entorpecentes e drogas afins sem autorização”. Isso significa que qualquer quantidade de droga, incluindo maconha, seria criminalizada. A intenção é garantir que a legislação sobre drogas seja clara e rigorosa, evitando ambiguidades na aplicação da lei.

Fonte: R7

Corte de R$ 25,9 bilhões prometido por Haddad prevê fim de brechas legais que impulsionaram benefícios

O corte de R$ 25,9 bilhões em gastos obrigatórios anunciado pelo ministro Fernando Haddad (Fazenda) prevê o fim de brechas legais que favoreceram a escalada de gastos com benefícios sociais nos últimos anos. As mudanças tiveram o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última quarta-feira (3).

Um dos casos mais emblemáticos é uma portaria da época da pandemia de Covid-19 que permite a concessão do BPC (Benefício de Prestação Continuada) a pessoas que não estão no Cadastro Único ou não comprovam o enquadramento no limite de renda para acessar o benefício.

A medida foi adotada no momento em que o isolamento social era necessário para conter uma doença para a qual ainda não havia vacina. Mais de um ano após a declaração do fim da emergência de saúde pública, o texto segue em vigor.

A estratégia do governo é rever essas normas e até mesmo aprovar uma lei no Congresso Nacional para dar maior respaldo legal às ações de revisão de gastos.

Segundo um integrante da equipe econômica, cerca de R$ 10 bilhões do corte de gastos estão ligados às mudanças legais, enquanto o restante pode ser executado sem passar pelo Legislativo.

O governo articula incluir as propostas no projeto de lei que trata da desoneração da folha de 17 setores empresariais e dos municípios de até 156 mil habitantes. O texto tem o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), como relator. Parte da economia de despesas pode inclusive ajudar a compensar o impacto das renúncias fiscais.

Técnicos ouvidos pela Folha afirmam que a legislação atual já dá o respaldo necessário ao governo para seguir adiante com os processos de revisão, mas a opção foi incluir no projeto dispositivos que reforcem esse comando. Assim, quem não fizer a revisão estará descumprindo a lei.

A estratégia resolveria problemas como as dificuldades para cessar repasses do BPC, um dos benefícios mais judicializados. Também permitiria ajustes nas ferramentas de controle e monitoramento das revisões, além de definir prazos para bloqueio, suspensão e cessação dos pagamentos.

O plano do governo é, no primeiro momento, convocar para atualização cadastral 900 mil beneficiários do BPC que estão há mais de quatro anos sem passar por reavaliação, bem como aqueles que estão fora do CadÚnico, acima do limite de renda ou tiveram o benefício concedido pela via judicial.

O início da revisão estava previsto para novembro, mas o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome trabalha para antecipar o cronograma.

Na Previdência, serão chamadas pessoas que recebem auxílio-doença há mais de um ano ou aposentadoria por invalidez há mais de dois anos sem revisão.

Também estão na mira o seguro-defeso (pago a pescadores artesanais na época em que a atividade é proibida), cujos pagamentos só serão liberados após recadastramento, e o Proagro (seguro rural para pequenos e médios produtores), que passará por novo aperto nas regras, além da continuidade da revisão dos benefícios unipessoais do Bolsa Família.

Fonte: Folha de S. Paulo