Personagem – Érika Nascimento

Hoje publicamos o quadro “Personagem” em homenagem à comunicadora salgueirense Erika Nascimento. A seguir leia a trajetória dela na comunicação do município de Salgueiro em relato escrito por ela mesma:

“Era uma vez uma garota que gostava de ouvir rádio, tentava imitar as locutoras que ouvia e cresceu com uma paixão pela comunicação.

Aos 6 anos de idade já fazia leituras nas novenas que participava. E sua brincadeira favorita era brincar de ser locutora em cima de um pé de goiaba na casa dos seus avós com seus irmãos e primos.

Até que um dia por ironia do destino ou vontade dele, surgiu uma oportunidade… Aquela menina sempre comunicativa e desenrolada, pegou uma carona com uma pessoa que ficou encantado e de cara disse logo: “você vai ser uma locutora, conversa muito”… Kkkkkk

E Gonzaga Patriota, ou padrinho como assim ela chama, foi quem intermediou o primeiro teste. Na época a rádio Vida FM tinha um projeto em que recrutava amantes da comunicação.
E foi aí que começou a história dessa garota que sou eu!

O ano era 2006, nunca havia entrado em um estúdio, um momento mágico e emocionante. A partir daí, muito estudo, dedicação e foco.

A Érika Nascimento do Baú da Saudade… O nome do meu primeiro programa… A Érika Nascimento do link móvel… E por aí seguiu. Durante o caminho algumas pausas, o sonho foi interrompido. Encontrei pessoas que me ajudaram e outras que me atiraram no fundo do poço. Mas mesmo lá no fim, nunca perdia a esperança nem a fé.

E o sonho nunca morreu. Sempre esteve dentro de mim… Mas por algumas vezes foi pausado duramente.

Porém, ousadia ainda maior estava por vir… Já com passagens pela Vida FM e Asa Branca AM, veio mais uma chance. A rádio Talismã FM me deu uma missão desafiadora e ainda hoje cheia de preconceitos. E no dia quando me foi perguntado: você topa? Eu disse que SIM! Era um estágio na área esportiva. Eu não tinha conhecimento afundo, não tinha dinheiro para os ingressos e na verdade até o curso que eu estava fazendo era uma bolsa. Eu sofria de uma profunda depressão, pesando 48 kg e um saldo de dois filhos na conta.

Eu precisava vencer tudo aquilo. Eu precisava achar uma saída… Passei a estudar futebol, comia o juízo de meu irmão pra me ajudar, minha família ajudava como podia e não foi fácil pra gente, não foi fácil de verdade. Mas ninguém disse que seria né?

Duras e duras críticas que me desmotivaram várias vezes. Mas como boa sertaneja, segurei a peteca. Caí várias vezes, a vida não me deu moleza e eu me lembro de ter brigado várias vezes com Deus sobre o porquê de tudo aquilo que eu vivia por causa de um sonho de menina. Só que enquanto eu brigava Deus me honrava…

O trabalho duro começou a ser reconhecido e surgiu uma nova mulher. Surgiu a Dona da Bola. Surgiu o atrevimento e empoderamento feminino, a irreverência e o toque refinado nos comentários esportivos. Se tornou referência no assunto.

E ela alcançou vários voos mais altos.

Hoje, integrante da bancada na (Salgueiro FM)Rede Brasil de Comunicações, ancorando a resenha esportiva diária ao lado de uma das maiores revelações do Rádio Salgueirense, Vinícius Oliveira.”