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Capitão vai responder a dois inquéritos policiais

Após ser indiciado por cinco crimes pela Polícia Civil, o capitão da Polícia Militar Marcos Vinícius Barros dos Santos, 37 anos, acusado de liderar o roubo a 62 armas da corporação, vai responder ainda a dois inquéritos, que estão em curso.O primeiro deles é presidido pela Polícia Federal, já que quatro armas do arsenal roubado é de uso privativo do Exército. O outro é um Inquérito Policial Militar (IPM), que deve ser concluído nos próximos dias e pode resultar na exclusão do oficial dos quadros da PM.

Após a conclusão do Inquérito Policial Militar, o caso será encaminhado à Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social. Depois dessas novas investigações, através de uma proposição da corregedoria e de um decreto do governador, o capitão deve ser submetido a um conselho de justificação.

De acordo com o corregedor-geral em exercício, Cândido Ferraz, a investigação pode resultar desde um arquivamento, passando por uma suspensão e chegando à exclusão da PM, ou seja, à perda do cargo.

“O Inquérito Policial Militar foi aberto assim que o fato ocorreu e está dentro do prazo para que ele seja concluído”, explicou Cândido Ferraz.

Com o irmão Carlos Henrique e outros três homens, que permanecem foragidos, o capitão Marcus Vinícius foi indiciado por sequestro e cárcere privado, peculato (quando funcionário público se apossa de bem público), comércio ilegal de armas, lavagem de dinheiro, expor adolescente a constrangimento e formação de quadrilha.

O inquérito, concluído pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil, foi entregue na última terça-feira (15) à 2ª Vara da Comarca de Salgueiro.

Fonte: Jornal do Commercio