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Técnico do MDR diz na Câmara de Vereadores de Salgueiro que cabe ao Estado garantir a manutenção da Transposição do São Francisco

Grande parte do tempo da sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Salgueiro desta quarta-feira, 14, foi reservada para uma explanação de técnicos do Ministério de Desenvolvimento Regional (MDR) sobre a operacionalização e manutenção do Pisf (Projeto de Integração do Rio São Francisco com as Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional). 

Marcaram presença na Casa Epitácio Alencar o técnico do MDR Rafael Tela, a assistente social do ministério Helena Oliveira, o coordenador de Assuntos do Eixo Norte, Bruno Cravo, e o coordenador do MDR na região, Francisco Botelho, além do representante da Secretaria de Recursos Hídricos de Pernambuco, Leonardo Marquine.

Coube a Rafael explicar, com o auxílio de slides, como funcionará a operação do Pisf. Em síntese, expôs uma grande burocracia, em que o Governo de Pernambuco se encarregará pela manutenção do projeto, sendo a ponte entre o usuário final e a Operadora Federal do empreendimento, a CODEVASF. Os usuários deverão pagar pelo uso da água à Operadora Estadual, no caso de Pernambuco a Secretaria de Recursos Hídricos, que ressarcirá a CODEVASF pelos custos do transporte da água bruta. O maior gasto será com energia elétrica para o bombeamento do recurso hídrico.

“A União se comprometeu a construir o Pisf e não cobrar amortização da obra. Se vocês pensarem numa casa, seria construída e não seria cobrado o financiamento. A pessoa que fosse morar na casa iria cuidar só da manutenção dela. Foi mais ou menos isso o que foi acordado [entre a União e os estados beneficiados]. A União construía sem cobrar pela obra, mas os estados, em contrapartida, eles teriam que se responsabilizar pelo pagamento e pela garantia dos custos dos serviços”, esclareceu Rafael.

Indagado pelos vereadores sobre comunidades desabastecidas em Salgueiro, o técnico informou que não cabe ao Ministério do Desenvolvimento Regional decidir que localidades receberão água. “A água só sai do Pisf se houver um pedido do Estado. A água só será distribuída se o Estado colocar no POA (Plano Operacional Anual)”, disse. “As demandas terão que chegar a gente por meio da Secretaria de Recursos Hídricos. A gente teve a orientação de não liberar a água sem que passe pelo Estado.”

Representando o Estado, Leonardo afirmou que existem projetos de construção de adutoras em benefício de diversas comunidades de Salgueiro, como as VPRs Uri e Negreiros e o Sítio Feijão, sob a responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, mas os serviços ainda não começaram. “O que ouvi falar é que nem começaram ainda, então infelizmente acho que não tem nem prazo”, expôs.

Maior empreendimento para garantia da segurança hídrica no Brasil, o Pisf conta com 477 km de canais, quatro túneis de 23 km de extensão, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento, 27 reservatórios, nove subestações de 230 kV e 270 km de linhas de alta tensão, para dar sustentação a operacionalização do projeto. Segundo o MDR, 97% das obras já foram concluídas nos eixos Norte e Leste.

Da redação do Blog Alvinho Patriota