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9 – Mototaxista é flagrado no município de Verdejante com moto roubada

10 – Projeto de concurso público é rejeitado pela maioria na Câmara de Vereadores de Salgueiro

Líderes do PCC têm de ser isolados, diz delegado-geral do futuro governo Doria

Os líderes do Primeiro Comando da Capital (PCC) têm de ficar isolados dos outros presos no sistema penitenciário de São Paulo. Esta é uma das medidas defendidas pelo futuro delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, anunciado nessa sexta-feira, 30, pelo governador eleito João Doria (PSDB), para combater o crime organizado. 

Chefe do Departamento de Narcóticos (Denarc), Fontes foi um dos primeiros delegados a investigar o PCC e é considerado um especialista na facção. Para ele, o atual regime prisional de lideranças criminosas em São Paulo seria “inadequado”. “Não podem ficar misturados com presos comuns no cárcere”, afirmou ao Estado. “Aqueles que lideram e que exercem influência nos demais membros que estão presos têm de ficar em um regime especial, como em outros países.”

Atualmente, a gestão do governador Márcio França (PSB) tem resistido à pressão do Ministério Público que quer a transferência de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, maior chefe do PCC, para um presídio federal. O entendimento é de que seria mais fácil controlar os presos e evitar uma possível reação enquanto estiverem no sistema estadual.

Nessa sexta, o governador eleito, João Doria (PSDB), afirmou que seria “implacável” no combate à facção, mas evitou informar se vai transferir os líderes. “Cabe ao governo atual qualquer decisão até 31 de dezembro”, disse. “Não temos nenhum temor das ações duras que passaremos a exercer em relação às facções, especialmente o PCC.”

Doria prometeu, ainda, maior articulação com o governo Jair Bolsonaro (PSL) e com a Polícia Federal. Segundo afirma, o objetivo seria combater as facções “em todos os âmbitos”. “Do menor traficante, que vai ter o mesmo tratamento de bandido, ao maior traficante.”

“O RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) é só no momento que você constata a prática da infração (no presídio) e é por tempo determinado”, afirmou o futuro delegado-geral. “O tempo (de isolamento) tem de ser o suficiente para que eles entendam que só vão participar da sociedade quando tiverem condição.”

Questionado se medidas mais duras poderiam provocar reação do PCC, Fontes não demonstrou preocupação. “Eventual retaliação tem de ser debelada pelo Estado. Isso vai acontecer. Se a polícia precisar lidar com o assunto, vai lidar bem.”

Fonte: Estadão

‘Tenho medo de acabar como a Marielle’, diz Jean Wyllys

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL/RJ) vive com medo. São tantas as ameaças que constantemente recebe desde que foi reeleito parlamentar, em outubro deste ano, que a Comissão Interamericana de Direitos Humanos solicitou ao Estado brasileiro a tomada de medidas para garantir a integridade da vida do congressista.

“Olha, eu tenho limite. Desde que me elegi em 2011 eu venho me acostumando com isso, essa violência, mas agora a coisa está em um nível acima. O Mujica (José Alberto “Pepe” Mujica, ex-presidente do Uruguai) recomendou que eu cuide mais de mim. É o que vou fazer, não vejo a hora de entrar em férias para recuperar a energia”, disse ele à CartaCapital.

“Eu temo ter o mesmo fim da Marielle Franco, uma amiga que também vivia no Rio de Janeiro e morreu por defender certas causas e incomodar poderosos”, afirmou o congressista, defensor da população LGBTI+. “Chegou-se ao ponto de uma desembargadora – que sabia muito bem o que estava dizendo – afirmar ser a favor de um ‘paredão profilático’ meu, e que eu não valeria a bala que me mataria nem o pano que limparia a bagunça”, lamentou.

A desembargadora citada é Marília de Castro Neves Vieira, do TJ–RJ, que, em novembro deste ano, foi notificada para explicar suas declarações ao Conselho Nacional de Justiça. Wyllys afirma que processou a magistrada mas, assim como várias de suas outras denúncias, não gerou resposta nenhuma do poder público. “Pergunte ao Ministério Público se foi tomada alguma providência. Nada acontece. Sou tratado com desdém ou chacota, mas temo pela minha vida.”

Tanta violência cobra um preço, diz ele, que admite que uma das vítimas que a situação já fez é a sua saúde emocional. “É terrível não poder sair sem escolta, não poder ir a um cinema, restaurante. Só saio para trabalhar.”

“Minha saúde é afetada, sim. Percebo que a onda de mentiras que falam ao meu respeito afeta a forma como as pessoas olham para mim. Eu sou honesto! Sou honrado! Sempre fui. Mas eu noto a mudança no olhar das pessoas, com desconfiança. Tudo isso começou com mais força depois do impeachment da Dilma e prosseguiu na campanha eleitoral.”

A escalada de ofensas e ameaças chegou ao ápice em outubro deste ano. “Com a eleição do novo presidente da República (Jair Bolsonaro), a coisa piorou na Câmara. Eles (os deputados que o criticam) se sentem livres e confiantes para dizer qualquer coisa, tratam a oposição como se não fosse nada, como se não tivesse direito de estar ali, como aliens na Câmara.”

E tudo isso o faria desistir da vida pública para se livrar de tanto mal-estar? “Não. Isso, nunca”, finaliza.

Fonte:  CartaCapital

Bolsonaro diz que quer acabar com ‘festa’ de multas do Ibama

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), afirmou neste sábado (1º) que é defensor do meio ambiente, mas não vai mais admitir o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) “sair multando a torto e a direito”.

Ele deu a declaração a jornalistas, após participar de solenidade de formatura de cadetes aspirantes a oficial do Exército na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), na cidade de Resende, no Rio de Janeiro.

Após o evento, Bolsonaro foi questionado sobre nome para o Ministério do Meio Ambiente. Ele afirmou que todos os nomes em análise “são bons” e que ainda não escolheu.

Ainda sobre o assunto, ele disse que não haverá mais brigas entre os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e que não vai mais admitir o Ibama “sair multando a torto e a direito”.

“Não haverá mais aquela briga do Ministério da Agricultura e o Meio Ambiente. Eu quero defender, sou defensor do meio ambiente, mas não dessa forma xiita como acontece, não”, disse.

“Não vou mais admitir o Ibama sair multando a torto e a direito por aí, bem como o ICMbio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade]. Essa festa vai acabar”, concluiu.

Bolsonaro disse que já foi alvo de multa ambiental em 2012, no valor de R$ 10 mil, e que está na iminência de ser inscrito na dívida ativa.

“Vou pagar essa multa? Vou. Mas eu sou uma prova viva do descaso, da parcialidade e do péssimo trabalho prestado por alguns fiscais do Ibama e ICMBio. Isso vai acabar”, afirmou.

Bolsonaro afirmou, ainda, que quer integrar o índio à sociedade. “Eu quero o bem estar do índio, eu quero integrar o índio à sociedade. O nosso projeto para o índio é fazê-lo igual a nós. Eles têm as mesmas necessidades de nós. Agora, não podemos admitir que, via Funai, o índio não possa ter o tratamento adequado. O índio quer médico, quer dentista, quer televisão, quer internet. Ele é igualzinho a nós”, disse.

O presidente eleito declarou que as políticas indigenistas e ambientais no país “não trabalham em prol do Brasil, mas em prol de “interesses extraterritório”.

“Podemos ter um Japão dentro do Brasil. Por que não temos? Porque há uma política completamente equivocada indigenista e ambiental. Temos tudo para ser uma grande nação. Mas, por causa de uma política tacanha e mesquinha, que é potencializada na questão ambiental e indigenista, continuamos aqui patinando na economia”, disse.

Nesta sexta-feira (30), após compromisso em Cachoeira Paulista (SP), Bolsonaro afirmou que manter índios em reservas demarcadas é tratá-los como animais em zoológicos.

Fonte: G1

Polícia Federal abre inquérito para investigar Paulo Guedes

A Polícia Federal abriu inquérito para investigar o futuro ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, por supostos crimes cometidos em transações relacionadas a fundos de pensão. As investigações tiveram início há um mês, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que também apura o caso. Na mira da polícia estão transações da ordem de R$ 1 bilhão feitas por Guedes.

O ponto de partida da investigação é um relatório da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) – órgão que regula os fundos de pensão – que levantava suspeitas sobre as operações analisadas.

Os documentos já foram analisados pela polícia, que está com dificuldades de aprofundar a apuração. Policiais reclamam da falta clareza na definição dos supostos crimes. Guedes será investigado por gestão fraudulenta, entre outras supostas irregularidades.

O MPF e agora a PF apuram se Guedes aplicou dinheiro captado dos fundos de pensão de forma irregular, deixando prejuízos milionários aos aposentados das estatais. Para realizar as transações, a empresa de Paulo Guedes, que faz gestão de investimentos financeiros, teria cobrado comissões consideradas “abusivas”

Uma das investigações apura suspeitas de gestão temerária ou fraudulenta no BR Educacional, o Fundo de Investimento em Participações (FIP) gerido por uma empresa de Guedes com o mesmo nome, que captou recursos dos fundos de pensão de trabalhadores de estatais para investir no setor privado de educação.

Outra investigação analisa se os mesmos métodos supostamente irregulares foram utilizados para obter lucros em outro fundo de investimentos gerido pelo economista, o FIP Brasil de Governança Participativa. Depois de receber o aporte milionário dos fundos de pensão de estatais, o FIP gerido por Guedes investiu R$ 112,5 milhões em um grupo empresarial da área de infraestrutura, a Enesa. Foi nessa etapa da transação que, segundo o MPF, a fraude pode ter ocorrido.

Guedes nega problema

Os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, responsáveis pela defesa do futuro ministro da Economia, negaram que Guedes tenha cometido qualquer irregularidade.

“A defesa de Paulo Guedes reafirma a lisura de todas as operações do fundo (BR Educacional) que, diga-se de passagem, deu lucro aos cotistas, incluindo os fundos de pensão”, ponderaram os advogados.

Os dois disseram ainda esperar que a investigação da PF apure o que chamam de “incoerências” do relatório da Previc.

A Previc, por sua vez, alegou nesta sexta que o relatório que serve como base para o inquérito da PF diz respeito à análise preliminar solicitada pelo MPF e ressaltou que os investimentos citados ainda não foram objeto de fiscalização por parte da autarquia e, portanto, carecem de avaliação conclusiva de mérito. Segundo a Previc, a documentação sobre o caso está sob sigilo.

Fonte: O Globo