Saúde

Economia, Educação, Geral, Saúde

Deputada do PL apresenta projeto para derrubar decreto sobre alimentação saudável nas escolas

Proposta visa suspender medida que limita ultraprocessados na merenda escolar a 15% do total oferecido.

Imagem: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A deputada Roberta Roma (PL-BA) apresentou um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que busca suspender o decreto do governo federal que estabelece diretrizes para alimentação saudável nas escolas brasileiras. O texto, que já está em análise na Câmara dos Deputados, tem como principal alvo a limitação de alimentos ultraprocessados na merenda escolar, medida que beneficiaria diretamente a indústria alimentícia em detrimento da saúde dos estudantes.

O decreto questionado pela parlamentar, esposa do ex-ministro João Roma, determina que alimentos como biscoitos recheados e refrigerantes formem apenas 15% de tudo o que é oferecido nas escolas, reduzindo o limite anterior que era de 20%. A medida visa combater a obesidade infantil e outros problemas de saúde relacionados ao consumo excessivo de ultraprocessados, que estudos científicos associam ao aumento do risco de morte prematura.

Caso seja aprovado, o projeto da deputada do partido de extrema direita permitiria maior presença de produtos industrializados nas cantinas e merendas escolares, favorecendo os interesses econômicos da indústria de ultraprocessados. Especialistas em nutrição e saúde pública alertam que a suspensão do decreto representaria um retrocesso nas políticas de alimentação saudável e poderia comprometer o desenvolvimento e bem-estar de crianças e adolescentes em fase escolar.

O projeto será analisado nas comissões de Educação, de Saúde, e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) antes de seguir para votação no Plenário da Câmara. Para derrubar efetivamente o decreto do governo, a proposta precisará ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado Federal.

Saúde

Brasil alcança recorde histórico de transplantes pelo SUS

Sistema público de saúde realizou mais de 30 mil procedimentos em 2024, consolidando o país como líder mundial em transplantes na rede pública.

Imagem: Walterson Rosa/MS

O Brasil atingiu um marco histórico na área da saúde pública ao realizar mais de 30 mil transplantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em 2024, representando um crescimento de 18% em comparação a 2022. O recorde foi anunciado pelo Ministério da Saúde durante evento realizado em Brasília nesta quarta-feira (4/6), que também apresentou novas medidas para modernizar o sistema e aumentar o número de doações.

“Quero dividir a conquista desse recorde com os secretários municipais e estaduais, a comunidade de saúde, os técnicos, os enfermeiros, as equipes do SAMU e os profissionais que se dedicam a fortalecer o sistema de saúde em todo o país”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “É a reafirmação do Brasil como país que mais faz transplantes em sistema público de saúde do mundo”, completou, destacando a importância do SUS nesse cenário.

Entre as medidas anunciadas para modernizar o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) está a implementação da Prova Cruzada Virtual, que permitirá maior agilidade na distribuição de órgãos e redução do tempo entre a doação e a cirurgia. O exame virtual cruza dados imunológicos previamente cadastrados, diminuindo o risco de rejeição e a ocorrência de isquemia dos órgãos. A novidade estará disponível no SUS a partir de setembro, após consulta pública do novo Regulamento Técnico.

Outra iniciativa importante é a reorganização das regiões de alocação de órgãos, que passarão a ser distribuídos prioritariamente entre estados da mesma região geográfica. A mudança visa adequar o sistema à atual oferta da malha aérea brasileira, incluindo o uso de aviões da FAB, conferindo maior agilidade ao processo de transplantes.

O Ministério da Saúde também anunciou a oferta inédita de transplante de intestino delgado e multivisceral no SUS, um marco histórico que coloca o Brasil entre os países que mais disponibilizam procedimentos de altíssima complexidade na rede pública. Atualmente, cinco hospitais já realizam esse tipo de transplante: um no Rio de Janeiro e quatro em São Paulo, com expectativa de aumento nas habilitações.

Saúde

Mounjaro: Novo remédio para diabetes chega ao Brasil com alerta de riscos no uso para emagrecer

Com potencial de perda de peso superior ao Ozempic e custo de até R$ 2.400, especialistas advertem contra automedicação e uso estético não aprovado pela Anvisa.

Imagem: Reprodução

O medicamento Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly, recentemente aprovado no Brasil para tratar diabetes tipo 2, já está disponível nas farmácias, com preços que podem alcançar R$ 2.400. Conhecido por seu potencial de promover perda de peso significativa, superior ao Ozempic, o fármaco tem gerado grande expectativa, mas especialistas alertam para os perigos do uso indiscriminado e sem acompanhamento médico, especialmente para fins estéticos, prática ainda não autorizada pela Anvisa.

A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, atua em dois hormônios intestinais (GLP-1 e GIP), o que intensifica a sensação de saciedade e melhora o controle glicêmico. Estudos indicam a possibilidade de redução de até 25% do peso corporal em 20 meses. Contudo, segundo endocrinologistas, o Mounjaro é uma medicação potente e não um cosmético, ressaltando que seu uso off-label para emagrecimento sem diagnóstico de obesidade ou diabetes é inadequado e arriscado.

Entre os efeitos colaterais comuns estariam problemas gastrointestinais como náuseas e diarreia. Riscos mais sérios incluem perda de massa muscular, hipoglicemia e interferência na absorção de outros medicamentos, como anticoncepcionais. A automedicação pode levar ao efeito sanfona e piorar a composição corporal. O medicamento é contraindicado para gestantes e pessoas com histórico familiar de certos tipos de câncer de tireoide ou neoplasias endócrinas múltiplas.

Para coibir o uso sem prescrição, a Anvisa exige a retenção da receita médica na compra. Especialistas enfatizam a necessidade de conscientização sobre os riscos e a importância do acompanhamento multidisciplinar, desestimulando a busca por soluções estéticas imediatas em detrimento da saúde. A chegada do Mounjaro reforça o debate sobre o uso ético e consciente de medicamentos para perda de peso, priorizando mudanças sustentáveis no estilo de vida e acompanhamento profissional individualizado.

Saúde

Unidades Básicas de Saúde estarão abertas, nesse sábado, para vacinar grupos prioritários

Neste sábado, 10 de maio, em Salgueiro, haverá o Dia D da vacinação contra a influenza.

Estarão abertas as Unidades Básicas de Saúde – UBS, das 8h às 17h, além de um ponto estratégico montado na praça de alimentação do Salgueiro Shopping, das 10h às 15h.

A meta é vacinar 90% do público prioritário formado por idosos, gestantes e crianças, pessoas com comorbidades, profissionais da saúde, professores, povos indígenas e a população em situação de rua.

Para receber a vacina, é preciso apresentar CPF, carteira de vacinação e cartão do SUS. “Embora a vacinação já esteja incluída no calendário de vacinação, é importante a realização do Dia D de imunização contra a influenza, antes do período de maior circulação do vírus”, explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunização – PNI municipal, Annalice Alencar.

A ação é realizada pela Prefeitura de Salgueiro, em parceria com a VII Regional de Saúde e o Governo do Estado de Pernambuco.

Raquel Rocha

Oportunidade, Saúde

Projeto Mais Médicos para o Brasil abriu 10 vagas imediatas em Parnamirim e 1 em Terra-Nova

Inscrições terminam na próxima quinta-feira (08/05)

Foto: Marcelo Carmargo/agência Brasil

Terminam na próxima quinta-feira (8), as inscrições gratuitas e, exclusivamente, on line, para a adesão de médicos às vagas desocupadas do Projeto Mais Médicos do Brasil – PMMB, com vigência de 4 anos.

A finalidade é a integração entre ensino, serviço e comunidade, através da formação de recursos humanos na área médica para o Sistema Único de Saúde – SUS, com ofertas educacionais de aperfeiçoamento e de pós-graduação, além do recebimento de uma bolsa formação.

As vagas disponíveis são distribuídas conforme os estudos de demografia médica e de análise de vulnerabilidade social.

Na região do sertão-central, o município de Parnamirim, conceituado como região de baixa vulnerabilidade, será contemplado com 10 vagas e Terra-Nova, de média vulnerabilidade, tem 1 vaga, sendo ambas para ocupação imediata.

Clique aqui e veja o edital.

Raquel Rocha

Oportunidade, Saúde

Governo abre 3,1 mil novas vagas para Mais Médicos

Inscrições começam na segunda-feira (5)

Foto: Marcelo Camargo/agência Brasil

Os médicos interessados em aderir ao programa Mais Médicos podem se inscrever a partir desta segunda-feira (5).

O novo edital do programa foi lançado pelo Ministério da Saúde na sexta-feira (2), com 3.174 vagas.

A iniciativa tem o objetivo de fortalecer a atenção primária à saúde levando médicos até as regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, onde há escassez ou ausência desses profissionais.

A meta do Ministério da Saúde é chegar a 28 mil profissionais até o fim de 2025.

No edital deste 41º ciclo do programa, a oferta das vagas do programa considerou o cenário atual de distribuição de profissionais no país, conforme dados do estudo Demografia Médica 2025, que aponta a proporção de médicos por habitante nas diferentes regiões do país.

Do total de vagas, 3.066 serão distribuídas entre 1.620 municípios e 108 destinadas a 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas. As vagas do novo edital contemplam, em sua maioria, regiões vulneráveis de municípios de porte pequeno (75,1%), médio (11,1%) e grande (13,8%).

As oportunidades no 41º ciclo do Mais Médicos estão distribuídas entre três perfis profissionais: médicos formados no Brasil com registro no registro no Conselho Regional de Medicina ou com diploma revalidado no Brasil; médicos brasileiros formados no exterior; médicos estrangeiros com habilitação para o exercício da medicina no exterior.

O Ministério da Saúde esclarece que para os dois últimos perfis, é obrigatória a aprovação no Módulo de Acolhimento e Avaliação, um treinamento específico para atuação em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de trabalho.

Neste novo chamamento público para adesão e renovação de vagas do Mais Médicos, o Ministério da Saúde criou a possibilidade de cadastro reserva do programa. Esse mecanismo, segundo o Ministério da Saúde, oferece flexibilidade e agilidade na reposição de profissionais pelos municípios e Distritos Sanitários Especiais Indígenas, logo que a necessidade for identificada.

Com informações da agência Brasil e do Ministério da Saúde.

Saúde

Alunos das escolas públicas de Salgueiro estão sendo vacinados

As esquipes de saúde do município estão se deslocando às escolas das redes municipal e estadual para atualizarem a caderneta de vacinação dos estudantes, garantindo proteção contra doenças como a meningocócica e o Papiloma Vírus Humano – HPV.

Depois de vacinar as crianças da escola Maria Bernadete, será a vez da escola Professor Manoel Leite, na próxima segunda (28) e Osmundo Bezerra, no dia 12 de maio.

Os pais enviam os cartões das crianças e a equipe confere se as vacinas estão atualizadas. Em caso negativo, será feita a imunização. “Não é uma vacina de campanha que a criança tem que tomar todo ano. É um movimento para a atualização de caderneta”, explica a coordenadora do Plano Nacional de Imunização – PNI, em Salgueiro, Annalice Alencar.

No Maria Bernadete foram, em média, 400 cadernetas analisadas. Entre elas, 10 foram atualizadas com a vacina do HPV, completando 100% de cobertura na instituição.

Alencar explica que serão contempladas 2 a 3 escolas das redes estadual e municipal por mês, até o final do ano: “caso o pai recuse a vacinação na escola ele tem a obrigação de levar a criança na unidade de saúde já que é um direito da criança e do adolescente serem vacinados”. Ela completa: “Existe uma organização prévia com o gestor da escola e é passado um informe aos pais através do grupo dos pais. Nossa meta é atualizar 100% das cadernetas de vacinação em atraso deixando 100% de nossas crianças e adolescentes imunizados.”

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