Programa que vai substituir auxílio emergencial poderá rever outros benefícios

O auxílio emergencial foi criado com intuito de pagar R$ 600 durante três meses para microempreendedores individuais (MEIs), trabalhadores informais, autônomos e desempregados. Esta semana, foi confirmado que o auxílio terá duas novas parcelas, possivelmente de valor menor que R$ 600.

Ao confirmar as duas novas parcelas, o ministro da Economia Paulo Guedes falou que a equipe econômica do governo estuda como unificar benefícios sociais, criando o novo programa chamado de Renda Brasil. Esse programa tem como objetivo substituir o Bolsa Família.

De acordo com o jornal O Globo, técnicos do governo explicam que a ideia é que os recursos já usados para transferência de renda sejam melhor aproveitados. Os benefícios que existem hoje podem ser revistos para abrir espaço para um novo, como é o caso do abono salarial, pago para quem recebe até dois salários mínimos. Os detalhes deste programa ainda estão sendo acertados.

O projeto foi defendido por Paulo Guedes segunda-feira (08), em reunião com parlamentares. Terça-feira, foi a primeira vez que o ministro falou sobre o assunto em público. Os técnicos do ministério defendem que recursos de programas que consideram poucos focalizados e acabam indo para pessoas de melhor renda sofram remanejamento.

O abono salarial, por exemplo, é considerado ineficiente pelo governo. Voltado para quem recebe até R$ 2.090, valor de dois pisos, o abono acaba sendo recebido também por jovens de classe média que estão no início da carreira. A reformulação do abono salarial estava presente na proposta de reforma de Previdência, mas o Congresso rejeitou.

A base de trabalhadores informais cadastrados no auxílio emergencial deve ser utilizada em outro projeto, a Carteira Verde-Amarela, que tem intuito de diminuir encargos trabalhistas.

Fonte: Notícias Concursos