Ministros da Saúde e Educação destacam caráter histórico da ação coordenada em 45 hospitais universitários federais.

O programa “Agora Tem Especialistas” registrou um marco histórico no último sábado (5 de julho), quando 45 hospitais universitários federais realizaram simultaneamente 12,4 mil atendimentos para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). O resultado superou em 20% a meta inicial de 10,3 mil procedimentos, demonstrando a capacidade de mobilização da rede pública de saúde quando recursos e esforços são concentrados de forma estratégica.
A iniciativa, batizada de “Dia E – Ebserh em Ação”, envolveu mais de dois mil profissionais da saúde, incluindo médicos, professores universitários, residentes e estudantes de graduação. Em 36 municípios distribuídos por todas as regiões do país, foram realizados 10.160 exames, 1.244 consultas especializadas e 1.060 cirurgias eletivas, priorizando áreas críticas como oncologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e saúde da mulher.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou o caráter inédito da mobilização. “Já tivemos mutirão de um procedimento específico ou de um tipo de exame. Este foi o mais diversificado já realizado nacionalmente na história do SUS”, afirmou. Para Padilha, o envolvimento dos hospitais universitários federais é decisivo para garantir a formação de novos especialistas e ampliar a capacidade de atendimento à população.
O ministro da Educação, Camilo Santana, enfatizou a integração estratégica entre as pastas. “Essa ação no programa Agora Tem Especialistas representa uma integração estratégica entre o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde. Estamos mobilizando toda a rede federal”, declarou. Santana reforçou que o objetivo é garantir atendimentos mais rápidos, reduzindo filas e o tempo de espera em todo o país.
O mutirão ofereceu procedimentos de média e alta complexidade que tradicionalmente enfrentam longas filas de espera no SUS. Entre os atendimentos estavam exames de imagem como ressonância magnética, tomografia e mamografia, além de procedimentos invasivos como endoscopia, colonoscopia e biópsias. O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, classificou a iniciativa como “o maior mutirão do SUS já feito no Brasil inteiro e o mais diverso”, destacando que desde março a rede já havia realizado 166 mutirões pelo país, com um novo esforço concentrado nacional previsto para setembro.
