Internacional

Brasil, Internacional

Senadores americanos acusam Trump de abuso de poder por tarifas ao Brasil

Parlamentares contestam ameaça de sobretaxa de 50% e alegam interferência indevida em favor de Bolsonaro.

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Onze senadores democratas dos Estados Unidos enviaram uma carta ao presidente Donald Trump acusando-o de “claro abuso de poder” pela imposição de tarifas de 50% às importações brasileiras. Os parlamentares contestam a medida anunciada na quinta-feira (24) e afirmam que o republicano está usando “a economia americana para interferir em favor de um amigo”, em referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na correspondência encaminhada à Casa Branca, os senadores argumentam que Trump pretende forçar o sistema judiciário brasileiro a interromper os processos contra Bolsonaro. O ex-presidente brasileiro enfrenta acusações de tentar minar os resultados eleitorais democráticos e de planejar um golpe de Estado. Os democratas consideram que interferir no sistema legal de uma nação soberana estabelece “um precedente perigoso”.

Os parlamentares alertam que uma eventual retaliação do Brasil aumentaria significativamente os custos para famílias e empresas americanas. Segundo dados apresentados na carta, os Estados Unidos importam mais de US$ 40 bilhões anuais do Brasil, incluindo aproximadamente US$ 2 bilhões apenas em café. O comércio bilateral entre os dois países sustenta cerca de 130 mil empregos em território americano.

A carta também destaca preocupações geopolíticas, argumentando que uma guerra comercial com o Brasil aproximaria o país da China em um momento crítico. Os senadores enfatizam que os Estados Unidos precisam combater agressivamente a influência chinesa na América Latina, onde empresas estatais chinesas estão investindo fortemente em projetos de infraestrutura, incluindo portos e ferrovias.

Entre os signatários da correspondência estão nomes como Tim Kaine, Jeanne Shaheen, Adam Schiff e Richard Durbin. Os democratas pedem que Trump reconsidere suas ações e priorize os interesses econômicos americanos, que “desejam previsibilidade — não outra guerra comercial”. Vale destacar que os Estados Unidos registraram um superávit comercial de US$ 7,4 bilhões com o Brasil em 2024.

Brasil, Economia, Internacional

Bullying de Trump contra Brasil sai pela culatra, diz Washington Post

Segundo o artigo publicado, a iniciativa acabou beneficiando politicamente o presidente Lula.

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Um artigo publicado neste domingo (20) pelo jornal americano The Washington Post afirma que a recente ofensiva do presidente Donald Trump contra o governo brasileiro tem provocado resultados opostos aos esperados por seus articuladores. A medida central da disputa – a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos – teria como objetivo pressionar o Judiciário brasileiro a interromper o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. No entanto, segundo o texto, a iniciativa acabou beneficiando politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Assinado pelo colunista Ishaan Tharoor, o artigo analisa a escalada diplomática entre os dois países e ressalta que o governo norte-americano não escondeu o real propósito da tarifa: retaliar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelo processo contra Bolsonaro, e obter a suspensão das investigações. A pressão teria sido intensificada após uma campanha de lobby liderada por Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, que se encontra nos Estados Unidos.

Além da tarifa, a administração Trump revogou os vistos do ministro Moraes e de seus familiares. Em nota, o secretário de Estado Marco Rubio acusou o magistrado de promover perseguição política e censura. O Washington Post indica que a medida está inserida em um contexto de aproximação ideológica entre setores da direita norte-americana e o bolsonarismo.

A publicação relata que, ao contrário de outros países da região que cederam à pressão de Washington, o Brasil adotou postura firme. A economia brasileira, mais diversificada e robusta, teria permitido ao governo Lula explorar o episódio como demonstração de soberania. A reação do presidente incluiu manifestações públicas com críticas diretas a Trump e o uso de símbolos nacionalistas, como bonés com os dizeres “O Brasil pertence aos brasileiros”.

O artigo destaca também a resposta do STF. Moraes emitiu uma nova ordem judicial contra Bolsonaro, proibindo contatos com governos estrangeiros e determinando o uso de tornozeleira eletrônica, sob a acusação de incitar atos de desestabilização ao lado do filho Eduardo.

Brasil, Internacional, Tecnologia

Especulações sobre bloqueio do GPS ao Brasil pelos EUA carecem de fundamento técnico e factual

Boatos alarmistas circulam nas redes sociais sem base em declarações oficiais, enquanto especialistas apontam inviabilidade técnica da medida e existência de sistemas alternativos consolidados.

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Nos últimos dias, mensagens alarmistas têm circulado intensamente nas redes sociais sugerindo que os Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, poderiam suspender o acesso do Brasil ao sistema GPS como forma de retaliação em um suposto conflito diplomático. As alegações, que ganharam tração em plataformas como X (antigo Twitter), apontam para impactos catastróficos em setores como aviação, agronegócio e sistema bancário.

No entanto, uma análise cuidadosa de fontes confiáveis revela que tais especulações carecem completamente de fundamento factual e técnico. A verificação de fatos realizada por veículos especializados, como o site Boatos.org, confirma que não existe qualquer registro de declarações de Trump – embora este seja notoriamente imprevisível, como um macaco numa loja de cristais – ou do governo americano sobre o corte do GPS ao Brasil.

Nenhum meio de comunicação sério relatou uma fala oficial mencionando tal medida como forma de retaliação. O conteúdo surgiu exclusivamente de vídeos alarmistas e textos sensacionalistas publicados em redes sociais, sem qualquer base documental ou jornalística. Isso caracteriza mais uma peça de desinformação que utiliza temas técnicos e geopolíticos para causar medo e reforçar discursos ideológicos.

Do ponto de vista técnico, especialistas em geopolítica e telecomunicações são categóricos ao afirmar que cortar o sinal GPS seletivamente apenas para o Brasil é tecnicamente inviável. O sistema GPS funciona através de uma constelação de 32 satélites que transmitem sinais globalmente, sendo um serviço de utilidade pública mundial com acesso civil livre, gratuito e aberto a qualquer país, inclusive nações com atritos diplomáticos com os Estados Unidos.

Não existe um “botão Brasil” que possa ser desligado seletivamente. Para bloquear o acesso brasileiro ao sistema, os Estados Unidos teriam que implementar mudanças técnicas complexas que afetariam não apenas o Brasil, mas toda a região, incluindo empresas americanas operando em território nacional. Tal medida causaria severas repercussões diplomáticas e estabeleceria um precedente perigoso.

Brasil, Economia, Internacional

Trump agora ataca até o Pix; o que está por trás?

Sistema de pagamentos brasileiro entra na mira de investigação comercial dos EUA que questiona supostas práticas desleais do governo Lula.

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O governo americano abriu uma investigação comercial contra o Brasil que inclui críticas ao Pix, o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central em 2020. O documento oficial do Escritório do Representante do Comércio dos EUA (USTR) alega que o país “parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, entre outras, a promoção de seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”.

A investigação, conduzida por Jamieson Greer sob direção de Donald Trump, vai além do Pix e abrange áreas como comércio eletrônico, tecnologia, tarifas de importação e desmatamento. O representante americano afirmou que está “lançando uma investigação da Seção 301 sobre os ataques do Brasil às empresas de mídia social americanas, bem como outras práticas comerciais desleais que prejudicam empresas, trabalhadores, agricultores e inovadores tecnológicos americanos”.

O Pix se tornou um fenômeno no Brasil, respondendo por mais de 40% de todos os pagamentos no país e sendo usado por mais de 90% da população adulta. O sistema movimenta 20% de todo o volume transacional brasileiro e registrou crescimento de 52% em 2024. Esse sucesso, no entanto, representa uma ameaça direta às empresas americanas como Visa, Mastercard e American Express, que veem suas participações no mercado brasileiro sendo corroídas pelo sistema gratuito e instantâneo.

A reação das gigantes americanas de pagamento já é visível. A Visa criou uma nova empresa, a “Visa Conecta”, especificamente para competir com o Pix, enquanto tanto a Visa quanto a Mastercard investem pesadamente em soluções como Visa Direct e Mastercard Move para tentar recuperar terreno perdido. As transações com Pix já representam mais de 35% das plataformas de e-commerce, e os cartões de débito devem registrar crescimento de apenas 0,4% a 0,7% em 2024.

A investigação americana também critica outros aspectos da economia brasileira, incluindo a famosa rua 25 de Março em São Paulo, apontada como centro de produtos falsificados, e questões relacionadas à pirataria, desmatamento e práticas anticorrupção. A medida tem potencial de gerar danos adicionais à economia brasileira e traz riscos de novas sanções, consideradas de difícil reversão. Uma audiência pública sobre o caso está marcada para 3 de setembro de 2025.

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Câmaras de comércio americanas criticam tarifas de 50% impostas ao Brasil

Entidades empresariais alertam que medida prejudicará famílias e empresas dos Estados Unidos.

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As principais organizações empresariais dos Estados Unidos manifestaram oposição às tarifas de 50% anunciadas pelo presidente Donald Trump contra produtos brasileiros. A U.S. Chamber of Commerce e a Amcham Brasil divulgaram nota conjunta nesta terça-feira (15) alertando que a medida elevará custos para consumidores americanos e prejudicará a competitividade de setores estratégicos do país.

Segundo as entidades, a sobretaxa atingirá produtos essenciais às cadeias produtivas norte-americanas, impactando diretamente as famílias americanas com o aumento de preços. A U.S. Chamber of Commerce, considerada a maior organização empresarial do mundo, e a Amcham Brasil, a principal câmara americana de comércio fora dos Estados Unidos, solicitaram negociações de alto nível entre os dois governos para evitar a implementação da tarifa.

As organizações destacaram que mais de 6.500 pequenas empresas americanas dependem de importações brasileiras, enquanto 3.900 empresas dos Estados Unidos mantêm investimentos no Brasil. O país sul-americano figura entre os dez principais mercados para exportações americanas, recebendo anualmente cerca de US$ 60 bilhões em bens e serviços dos Estados Unidos.

Os dados históricos do comércio bilateral revelam uma relação comercial favorável aos Estados Unidos. Nos últimos 28 anos, o país acumulou superávit de US$ 48,21 bilhões com o Brasil. Desde 2009, os americanos registram déficits comerciais consecutivos com os brasileiros, totalizando US$ 88,61 bilhões no período.

As câmaras de comércio advertiram que a imposição de tarifas como resposta a questões políticas pode estabelecer um precedente preocupante e causar danos graves a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos. As entidades se colocaram à disposição para apoiar iniciativas que favoreçam uma solução negociada e evitem a escalada da situação atual.

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Lei americana limita poder de Trump para impor tarifas por motivos políticos

Ações judiciais já existentes contra política tarifária de Trump podem beneficiar o Brasil indiretamente.

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As ameaças do presidente Donald Trump de impor tarifas de 50% às importações brasileiras enfrentam questionamentos jurídicos nos tribunais americanos. O Tribunal de Comércio Internacional dos Estados Unidos e um tribunal federal em Washington emitiram liminares que proíbem temporariamente a aplicação das medidas executivas. Embora um tribunal de recursos tenha suspendido essas decisões até uma audiência marcada para 31 de julho, especialistas consideram as ameaças tarifárias “indefensáveis” quando baseadas em motivações políticas.

A base legal invocada por Trump é a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), criada em 1977 para conferir ao presidente poderes econômicos emergenciais diante de ameaças estrangeiras aos Estados Unidos. No entanto, a própria legislação estabelece limitações claras: proíbe expressamente a imposição de tarifas por razões políticas e não permite o uso desses poderes como instrumento de pressão em negociações diplomáticas.

O Tribunal de Comércio Internacional concluiu que o poder reivindicado por Trump “excede qualquer autoridade tarifária” prevista em lei. As justificativas apresentadas pelo governo americano variam conforme o país: para Canadá e México, alega-se falta de controle sobre imigração ilegal e tráfico de drogas; para a China, o argumento é o combate insuficiente ao tráfico de fentanil.

No caso específico do Brasil, a principal motivação declarada por Trump é o processamento judicial do ex-presidente Jair Bolsonaro, seu aliado político. Essa justificativa evidencia o caráter político da medida, contrariando frontalmente as disposições da IEEPA. Senadores democratas americanos reagiram duramente: Tim Kaine classificou a decisão como “abuso de poder a um patamar totalmente novo”, enquanto Ron Wyden acusou Trump de “sacrificar a economia para acertar contas pessoais”.

Analistas consultados pelo jornal The Washington Post avaliam que o Brasil representa um “adversário mais formidável” que outros países anteriormente pressionados por Trump, como Vietnã e Colômbia. A estratégia pode ter efeito contrário ao desejado, fortalecendo a posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva internamente, fenômeno já observado no Canadá, onde o primeiro-ministro reverteu déficit nas pesquisas ao resistir às pressões americanas.

Brasil, Economia, Internacional

Brasileiros miram redes sociais de Melania Trump após restrição de comentários pelo seu marido, presidente dos EUA

Usuários protestam contra taxação de 50% em produtos nacionais com mensagens direcionadas à primeira-dama americana.

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A imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente americano Donald Trump gerou uma reação inusitada nas redes sociais. Após Trump restringir os comentários em suas publicações no Instagram na quinta-feira (10), usuários brasileiros redirecionaram seus protestos para os perfis de pessoas próximas ao presidente, incluindo a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente J.D. Vance.

A estratégia digital dos brasileiros se intensificou dois dias após o anúncio da medida comercial. Com acesso bloqueado às publicações de Trump, os usuários encontraram uma alternativa para expressar sua indignação, invadindo massivamente os comentários de perfis associados ao governo americano. Até mesmo a página oficial da Casa Branca se tornou alvo da mobilização espontânea.

Entre as mensagens mais frequentes estão frases como “Brasil soberano”, “o Brasil é dos brasileiros” e “deixe o Brasil em paz”. Uma expressão que ganhou destaque particular foi “o Brasil não é seu quintal”, em referência a declarações anteriores do secretário de Defesa americano Pete Hegseth, que em abril se referiu à América Latina como “quintal” de Washington durante entrevista à Fox News.

No perfil de Melania Trump, muitos brasileiros adotaram um tom mais direto, pedindo que ela “controlasse” o marido. Alguns comentários incluíram referências jocosas à aparência do presidente, como em uma mensagem que dizia: “Diz pro teu marido Senhor Laranja pra deixar nosso país em paz, somos SOBERANOS e não quintal de NINGUÉM…não vamos deitar nunca”.

A medida que motivou os protestos digitais foi comunicada através de uma carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, o governo americano justificou a elevação da tarifa citando questões relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e processos no Supremo Tribunal Federal. Em resposta, Lula afirmou que o Brasil não aceitará tutela de outros países e que a medida será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica. Entidades da indústria e agropecuária brasileira manifestaram preocupação com o impacto da decisão nos empregos e na economia nacional.

Brasil, Economia, Internacional

Suposto defensor de liberdade de expressão irrestrita, Trump silencia críticas em rede social

Trump bloqueia comentários no Instagram após brasileiros o confrontarem sobre as tarifas abusivas anunciadas sobre produtos do Brasil.

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A ironia não poderia ser mais gritante. Donald Trump, que se autoproclamou o grande defensor da liberdade de expressão irrestrita, decidiu nesta quarta-feira (9) limitar os comentários em seu perfil oficial no Instagram. O motivo? Uma enxurrada de críticas de internautas brasileiros revoltados com o anúncio de tarifas de 50% sobre produtos do Brasil, que entrarão em vigor a partir de 1º de agosto. Para quem sempre bradou contra a “censura” e defendeu o direito de falar sem filtros, Trump mostrou que sua tolerância à liberdade de expressão tem limites bem claros: quando as críticas são direcionadas a ele.

Os brasileiros não pouparam palavras ao invadir o perfil do presidente americano. “O Brasil é soberano, Trump, deixa-nos em paz”, escreveu um internauta, ecoando o sentimento de milhões de compatriotas. Outra usuária foi ainda mais direta: “jamais aceitaremos interferência”. As mensagens se multiplicaram rapidamente, todas carregadas do mesmo tom de indignação e orgulho nacional. Era o povo brasileiro fazendo uso exatamente daquilo que Trump sempre disse defender: a liberdade de expressar opiniões, mesmo quando incômodas.

A resposta do magnata foi tão previsível quanto reveladora. Na noite de quarta-feira, qualquer tentativa de comentar nas postagens de Trump era bloqueada com a mensagem padrão: “os comentários nesta publicação foram limitados”. Nesta quinta-feira (10), a situação piorou ainda mais – mesmo quando o sistema aparentava permitir comentários, qualquer tentativa era respondida com a notificação de que “não é possível realizar seu comentário”. O homem que prometeu devolver a liberdade de expressão às redes sociais acabou se tornando seu próprio censor.

Trump justificou as tarifas punitivas em uma carta publicada em suas redes sociais, alegando que a medida seria uma resposta aos “ataques insidiosos do Brasil contra as eleições livres e os direitos fundamentais de liberdade de expressão dos americanos”. A justificativa soa quase cômica quando confrontada com sua própria atitude de silenciar críticos. O presidente ainda aproveitou para pressionar as autoridades brasileiras a retirarem as acusações contra Bolsonaro relacionadas à tentativa de golpe, mostrando que sua preocupação com a “liberdade” é bastante seletiva.

O governo brasileiro não ficou calado diante da provocação. Em nota oficial, anunciou que pretende retaliar os Estados Unidos com base na legislação brasileira de reciprocidade econômica, lembrando que os americanos acumulam um elevadíssimo superávit comercial com o Brasil nos últimos 15 anos. Enquanto isso, Trump continua em seu perfil blindado, protegido das críticas que ele mesmo sempre disse que deveriam fluir livremente. A lição é clara: para alguns “defensores da liberdade”, a expressão só é livre quando convém aos seus interesses.

Brasil, Economia, Internacional

Trump ataca soberania brasileira com tarifas abusivas de 50%

Presidente americano usa falsas premissas para punir o Brasil e defender Bolsonaro, ignorando dados reais da balança comercial.

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Em uma decisão que expõe o desrespeito aos princípios básicos da diplomacia internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na quarta-feira (9) a imposição de tarifas de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para território americano. A medida, que entrará em vigor em 1º de agosto, representa um ataque direto à soberania nacional e demonstra como interesses políticos pessoais podem se sobrepor às relações comerciais entre nações.

A carta enviada por Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva revela o verdadeiro caráter desta decisão: uma retaliação política disfarçada de medida comercial. O republicano justifica a taxação alegando uma suposta “perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que responde por tentativa de golpe de Estado no Supremo Tribunal Federal. Trump ignora deliberadamente que o processo judicial é legítimo e segue o devido processo legal brasileiro.

As acusações de Trump contra o STF, mencionando “centenas de ordens de censura secretas e ilegais”, demonstram um desconhecimento preocupante sobre o funcionamento das instituições brasileiras. O que o presidente americano chama de censura são, na verdade, medidas legais para combater a desinformação e proteger a democracia, aplicadas dentro do marco constitucional brasileiro.

Mais grave ainda é a distorção dos dados econômicos apresentada por Trump para justificar sua decisão. O presidente americano alega um suposto déficit na balança comercial com o Brasil, quando a realidade é exatamente o oposta. Segundo dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, o Brasil registra déficits comerciais com os Estados Unidos há 16 anos consecutivos, desde 2009.

Os números são inequívocos: ao longo desse período, as vendas americanas ao Brasil superaram as importações em impressionantes US$ 88,61 bilhões, equivalente a R$ 484 bilhões na cotação atual. Ou seja, os Estados Unidos têm um superávit comercial substancial com o Brasil, contradizendo frontalmente as alegações de Trump sobre desequilíbrios comerciais.

Internacional, Meio Ambiente

Número de mortos em enchentes devastadoras no Texas passa de 100

Tragédia atinge principalmente crianças em acampamento cristão e autoridades mantêm buscas por desaparecidos.

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O número de vítimas fatais das enchentes repentinas que assolaram o Texas chegou a 104 pessoas nesta segunda-feira (7), segundo as autoridades locais. Entre as vítimas estão 28 crianças que participavam de atividades em um acampamento cristão de verão, transformando o que deveria ser um momento de diversão em uma das maiores tragédias climáticas dos Estados Unidos nos últimos cem anos.

As águas do rio Guadalupe transbordaram violentamente na sexta-feira (4), atingindo principalmente a cidade de Kerrville, no condado de Kerr, onde foram registrados 84 óbitos. O Camp Mystic, um acampamento destinado exclusivamente a meninas, perdeu 27 participantes e monitoras quando as enxurradas atingiram suas instalações. O local ficou completamente isolado, sem energia elétrica, água ou comunicação.

Os serviços de emergência entraram no quarto dia consecutivo de buscas por 41 pessoas ainda desaparecidas, utilizando helicópteros, drones, embarcações e até cavalos para vasculhar áreas rurais de difícil acesso. As operações enfrentaram um revés quando um helicóptero de resgate foi forçado a fazer um pouso de emergência após colidir com um drone que invadiu o espaço aéreo restrito.

O prefeito de Kerrville, Joe Herring Jr., admitiu que as chances de encontrar sobreviventes diminuem com o passar do tempo. “Esta será uma semana difícil. Precisamos de suas orações”, declarou o prefeito, refletindo o sentimento de uma comunidade devastada pela perda. O xerife do condado, Larry Leitha, confirmou que ainda há vítimas não identificadas, enquanto meteorologistas alertam para a possibilidade de novas tempestades na região.

O Itamaraty brasileiro manifestou solidariedade às famílias das vítimas e reforçou a urgência de medidas conjuntas da comunidade internacional para enfrentar as mudanças climáticas. Na oportunidade, confirmou que não há brasileiros entre as vítimas.

Geral, Internacional

Governo brasileiro rechaça declarações de Donald Trump contra sistema de justiça brasileiro

Lula e ministros respondem a declarações do presidente americano que criticou sistema de justiça nacional e pediu para “deixarem Bolsonaro em paz”.

Imagem: Joédson Alves/agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes do governo brasileiro reagiram nesta segunda-feira (7) às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que saiu em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. Sem citar diretamente o nome do líder americano, Lula afirmou em suas redes sociais que “a defesa da democracia no Brasil é um tema que compete aos brasileiros” e que o país “não aceita interferência ou tutela de quem quer que seja”. A resposta veio após Trump publicar na Truth Social que o Brasil está fazendo “algo terrível” com Bolsonaro e pedir para “deixarem Bolsonaro em paz”.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, foi mais direta em sua resposta ao presidente americano. Em suas redes sociais, a petista afirmou que “Donald Trump está muito equivocado se pensa que pode interferir no processo judicial brasileiro” e relembrou que “o tempo em que o Brasil foi subserviente aos EUA foi o tempo de Bolsonaro, que batia continência para sua bandeira e não defendia os interesses nacionais”. Hoffmann ainda sugeriu que Trump deveria “cuidar de seus próprios problemas, que não são poucos”, demonstrando o tom firme adotado pelo governo brasileiro diante das críticas externas.

Durante entrevista na 17ª Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro, Lula reforçou a posição soberana do país ao ser questionado sobre as declarações de Trump. “Portanto, que deem palpite na sua vida e não na nossa”, declarou o presidente brasileiro, enfatizando que o Brasil possui “instituições sólidas e independentes” e que “ninguém está acima da lei, sobretudo os que atentam contra a liberdade e o estado de direito”. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também se manifestou, afirmando que “qualquer tentativa de interferência em nossos assuntos internos será firmemente rechaçada”.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal, segundo informações obtidas em reservado pelo comentarista Valdo Cruz da GloboNews, optaram por não entrar em polêmica direta com Trump, avaliando que a resposta deve vir dos campos da diplomacia e da política. Um magistrado, em conversa reservada, considerou “risível a fala de Trump” e destacou que “as instituições brasileiras estão funcionando melhor do que as dos Estados Unidos”. Outro ministro destacou que a ação penal em que Bolsonaro é réu está julgando tudo aquilo que “vimos no Brasil no final de 2022 e início de 2023. Está tudo documentado e ele está tendo a oportunidade de se defender”.

No Palácio do Planalto, assessores presidenciais compartilham da mesma avaliação dos ministros do STF, interpretando que a manifestação de Trump revela maior preocupação com a reunião do Brics do que se imaginava inicialmente. Bolsonaro, que agradeceu publicamente o apoio de Trump, é réu no STF por tentativa de golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022 e está inelegível por oito anos por decisão do Tribunal Superior Eleitoral. O ex-presidente enfrenta acusações de ter chefiado uma organização criminosa que planejou impedir a posse do governo eleito, com 497 pessoas já condenadas pelo STF por participação na tentativa de golpe.

Geral, Internacional

Trump repete padrão de tentar interferir em sistema de justiça estrangeiro ao criticar o Brasil para defender Bolsonaro

Declarações de hoje validam críticas anteriores de autoridades brasileiras sobre presidente americano agir como se fosse “imperador do mundo”.

Imagem: REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a tentar interferir indevidamente em processos judiciais de países aliados ao publicar uma defesa pública do ex-presidente Jair Bolsonaro nesta segunda-feira (7). Em post na Truth Social, Trump classificou as ações contra Bolsonaro como “caça às bruxas” e prometeu acompanhar “muito de perto” a situação do Brasil, confirmando um padrão de comportamento que já havia sido duramente criticado por autoridades brasileiras.

A declaração de Trump ocorre em momento delicado para Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal por tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente brasileiro está inelegível por oito anos e enfrenta múltiplas investigações, enquanto seu filho Eduardo Bolsonaro articula nos Estados Unidos possíveis sanções contra ministros do STF.

O episódio atual ecoa a interferência de Trump no sistema de justiça israelense, quando defendeu o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de acusações de corrupção. Em junho, Trump pediu o cancelamento do julgamento de Netanyahu, chamando-o de “caça às bruxas ridícula”, o que provocou um “terremoto político” em Israel e levou ao adiamento das audiências do premiê por questões diplomáticas.

As declarações de hoje validam críticas anteriores feitas por autoridades brasileiras sobre o comportamento imperial de Trump. Em fevereiro, o presidente Lula já havia afirmado que Trump “está tentando virar um imperador do mundo” e que “foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos e não presidente do mundo”. Anteriormente, o ex-presidente do STF Celso de Mello havia classificado Trump como “pretenso imperador do mundo”, criticando sua “arrogância desmedida” e sua “inaceitável pretensão de agir como verdadeiro monarca presidencial”.

A escalada de tensões entre Washington e Brasília se intensificou ao longo dos meses com ameaças de sanções contra o ministro Alexandre de Moraes e cartas do governo americano questionando decisões do STF. As declarações de hoje sobre Bolsonaro reforçam o padrão de tentativa de interferência que autoridades brasileiras consideram desrespeitoso à soberania nacional e confirmam as críticas anteriormente expressas sobre a postura no mínimo inapropriada de Trump.

Internacional

Enchentes devastadoras no Texas deixam ao menos 51 mortos e dezenas de desaparecidos

Tragédia atinge acampamentos de verão e comunidades rurais em meio às celebrações do 4 de julho.

Imagem: Eric Vryn/Getty Images North America/Getty Images via AFP

Pelo menos 51 pessoas perderam a vida nas enchentes que assolaram o estado do Texas entre os dias 4 e 5 de julho, transformando o que deveria ser um fim de semana de celebração da independência americana em uma das piores tragédias naturais do ano nos Estados Unidos. O Rio Guadalupe, que corta a região montanhosa do Texas Hill Country, subiu de forma repentina de 2,1 metros para 8,8 metros em menos de duas horas, surpreendendo moradores e visitantes que se preparavam para as festividades do feriado nacional. As chuvas torrenciais que provocaram a tragédia foram mais intensas que o previsto, evidenciando a crescente imprevisibilidade de eventos climáticos extremos.

A tragédia ganhou contornos ainda mais dramáticos com o impacto nos acampamentos de verão da região. Quinze crianças estão entre as vítimas fatais, sendo que quatro delas frequentavam o Camp Mystic, um tradicional acampamento cristão fundado em 1926 às margens do Rio Guadalupe. As meninas Renee Smajstrla e Sarah Mars, ambas de 8 anos, Janet Hunt, de 9 anos, e Lila Bonner tiveram suas mortes confirmadas pelas famílias, enquanto mais de 20 jovens do mesmo acampamento permanecem desaparecidas. As águas subiram mais de seis metros em questão de horas, não dando tempo para evacuação adequada das instalações que funcionavam há quase um século na região.

O condado de Kerr concentra a maior parte das vítimas, com 43 mortos confirmados pelo xerife Larry Leitha, seguido pelos condados de Travis (4 mortos), Burnet (3 mortos) e Kendall (1 morto). Entre os desaparecidos está Michael Phillips, chefe dos Bombeiros Voluntários da Área de Marble Falls, que teria sido arrastado pela correnteza enquanto conduzia um veículo de emergência para atuar em um resgate. Jane Ragsdale, diretora do acampamento Heart O’ Hills, também perdeu a vida na tragédia, sendo descrita pela administração do local como o “coração e alma” da instituição. As operações de resgate mobilizaram mais de 850 pessoas que foram retiradas das áreas alagadas, enquanto milhares de residentes ficaram sem energia elétrica.

O governador Greg Abbott declarou situação de desastre em 20 condados e prometeu que as buscas continuarão “24 horas por dia” até que todos os desaparecidos sejam encontrados. O presidente Donald Trump classificou as enchentes como “chocantes” e garantiu apoio federal ao estado, trabalhando em conjunto com as autoridades locais. A primeira-dama Melania Trump prestou solidariedade às famílias das vítimas através das redes sociais. A resposta federal ocorre em um contexto em que a atual administração mantém posicionamento cético em relação às mudanças climáticas, tendo retirado os Estados Unidos do Acordo de Paris e revogado mais de 70 políticas climáticas implementadas pelo governo anterior.

A tragédia expõe a vulnerabilidade de comunidades rurais diante de eventos climáticos extremos e marca um dos episódios mais trágicos da temporada de tempestades nos Estados Unidos. Enquanto equipes de emergência mantêm as operações de busca e resgate, o desastre levanta questões sobre a preparação para fenômenos meteorológicos cada vez mais intensos e imprevisíveis. A região do Texas Hill Country, conhecida por suas cidades históricas e atrações turísticas, agora enfrenta o luto coletivo de famílias destroçadas e uma comunidade em estado de choque, buscando respostas em meio à devastação deixada pelas águas do Rio Guadalupe.

Internacional

Sob ameaças de Donald Trump, Elon Musk anuncia criação do “Partido América” nos Estados Unidos

Bilionário promete “devolver a liberdade” aos americanos após enquete no X mostrar apoio de 65% de internautas.

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O empresário Elon Musk surpreendeu – embora já houvesse sinalizado isso se o “Grande e Belo Projeto de Lei” de Trump fosse aprovado pelo congresso – o cenário político americano ao anunciar, neste sábado (5), a criação de um novo partido político nos Estados Unidos. Batizado de “Partido América”, a iniciativa foi revelada através de uma postagem na rede social X, de propriedade do próprio bilionário, e promete “devolver a liberdade” aos cidadãos americanos.

A decisão de Musk foi precedida por uma enquete publicada no dia 4 de julho, data que marca a independência dos Estados Unidos. Quando questionados sobre o interesse na criação de um novo partido, 65% de internautas votaram favoravelmente à sugestão, demonstrando um apoio significativo à ideia do empresário.

Em sua declaração oficial, Musk criticou duramente o sistema político atual, afirmando que “quando se trata de falir nosso país com desperdício e corrupção, vivemos em um sistema de partido único, e não uma democracia”. O empresário justificou a criação do partido como uma resposta necessária para combater o que considera uma falha estrutural do sistema bipartidário tradicional.

Questionado por internautas sobre o cronograma de lançamento do partido, se seria para as eleições intermediárias ou para as presidenciais de 2028, Musk foi direto em sua resposta: “no ano que vem”. A declaração indica que o Partido América pode estar presente já nas eleições de meio de mandato de 2026, que elegem membros do Congresso e governadores.

O anúncio ocorre em meio a uma nova fase de tensões entre Musk e o presidente Donald Trump. Recentemente, Trump chegou a sugerir que poderia “dar uma olhada” na possibilidade de deportação do empresário, em uma escalada das divergências que haviam sido temporariamente suspensas após conflitos públicos anteriores envolvendo projetos de lei do governo.

Esportes, Internacional

Mesmo em momento de glória, Hugo Calderano é barrado nos EUA por viagem profissional a Cuba

Brasileiro, atual campeão da Copa do Mundo e medalhista de prata no Mundial de tênis de mesa, não poderá disputar importante competição em Las Vegas devido a regra migratória americana.

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O mesatenista Hugo Calderano, que vive o melhor momento de sua carreira, foi impedido de participar do WTT Grand Smash nos Estados Unidos devido a uma questão burocrática relacionada a uma viagem profissional que realizou a Cuba em 2023. O atleta brasileiro, que possui passaporte português, descobriu que não poderia obter a autorização eletrônica (ESTA) para entrar no país sem visto por ter visitado a ilha caribenha no passado.

A viagem a Cuba, que agora impede sua entrada nos EUA, teve finalidade estritamente profissional. Calderano esteve no país para disputar o Campeonato Pan-Americano e participar do evento de qualificação para os Jogos Olímpicos de Paris-2024. Segundo as regras da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos, essa visita o tornou inelegível para o programa de dispensa de visto.

Mesmo com o apoio da Associação de Tênis de Mesa dos Estados Unidos (USATT) e do Comitê Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos (USOPC), o brasileiro não conseguiu agendar uma entrevista consular a tempo para obter um visto emergencial. “Segui o mesmo protocolo de todas as viagens anteriores que fiz aos Estados Unidos utilizando o meu passaporte português. Ao ser informado sobre a situação, mobilizei toda a minha equipe para conseguir um visto regular de emergência, mas, infelizmente, não houve tempo hábil”, explicou o atleta.

O impedimento ocorre justamente quando Calderano atravessa uma fase excepcional em sua carreira. Nos últimos meses, ele conquistou a Copa do Mundo e a medalha de prata no Mundial de tênis de mesa, feito inédito para um brasileiro e sul-americano. No fim de semana passado, venceu o WTT Star Contender Ljubljana, sua oitava taça no circuito mundial, e em junho finalizou nove temporadas no clube alemão Liebherr Ochsenhausen com o título da Liga Alemã.

“É frustrante ficar fora de uma das mais importantes competições da temporada por questões que fogem do meu controle, especialmente vindo de resultados tão positivos”, lamentou Calderano. O caso ilustra como regras migratórias podem afetar a carreira de atletas de alto rendimento, mesmo quando suas viagens a países sob restrições americanas têm finalidade exclusivamente esportiva e representativa de suas nações.

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