Governo federal destina R$ 2,4 bilhões para aquisição de equipamentos médicos

Investimento beneficiará Sistema Único de Saúde com mais de 10 mil equipamentos para atenção básica e cirurgias.

Imagem: Tomaz Silva/agência Brasil

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços anunciou nesta segunda-feira (4) um investimento de R$ 2,4 bilhões na compra de mais de 10 mil equipamentos de saúde destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Saúde e priorizará produtos fabricados no Brasil, aplicando margens de preferência para a indústria nacional.

A estratégia governamental permite que equipamentos brasileiros sejam adquiridos mesmo com preços entre 10% e 20% superiores aos similares importados. Essa medida visa fortalecer o setor produtivo nacional e reduzir a dependência de importações no segmento de tecnologias em saúde, conforme destacou o ministério em comunicado oficial.

A primeira licitação está programada para iniciar ainda esta semana, seguindo lista de equipamentos publicada na quinta-feira (31). As compras serão realizadas pelo Ministério da Saúde por meio de editais específicos, contemplando tanto a atenção primária quanto a especializada do sistema público de saúde.

Entre os 28 tipos de equipamentos selecionados, 17 são destinados ao atendimento básico e 11 para procedimentos cirúrgicos e oftalmológicos. Na atenção primária, destacam-se câmaras frias para conservação de vacinas, retinógrafos digitais, desfibriladores externos automáticos e equipamentos de ultrassom para fisioterapia. Já para a atenção especializada, a lista inclui aparelhos de anestesia, mesas cirúrgicas elétricas, microscópios cirúrgicos oftalmológicos e sistemas de videoendoscopia rígida.

O investimento integra uma meta mais ampla do governo federal de aumentar a produção nacional de insumos de saúde. Atualmente, o Brasil produz cerca de 45% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos. O objetivo é elevar esse percentual para 50% até 2026 e alcançar 70% até 2033, reduzindo significativamente a dependência externa no setor.

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