Cinema brasileiro conquista Cannes e mira o Oscar com “O Agente Secreto”
O filme de Kleber Mendonça Filho, premiado no festival francês, representa o Brasil na disputa por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional em 2026; enquanto isso, o protagonista do filme, Wagner Moura, vem sofrendo ataques de bolsonaristas por falas sobre a política norte-americana.

A Academia Brasileira de Cinema anunciou a escolha de “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, como representante brasileiro na corrida ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Filme Internacional. O longa, que estreia nos cinemas nacionais em 6 de novembro, chega à disputa com credenciais sólidas após conquistar dois importantes prêmios no Festival de Cannes de 2025: melhor ator para Wagner Moura e melhor direção para Mendonça Filho.
Ambientado nos anos 1970, durante a ditadura militar, “O Agente Secreto” acompanha a trajetória de um professor universitário que retorna ao Recife para reencontrar o filho caçula, enfrentando os perigos do regime autoritário. A narrativa, que combina drama pessoal com contexto histórico, demonstra a maturidade artística de Mendonça Filho, consolidando-o como uma das vozes mais respeitadas do cinema brasileiro contemporâneo.
O reconhecimento internacional do filme vai além de Cannes. Veículos de prestígio mundial, como o jornal britânico “The Guardian”, concederam nota máxima à produção, definindo-a como “visual e dramaticamente soberba” e “ambiciosa, complexa e elusiva”. A revista norte-americana “Hollywood Reporter” classificou o trabalho como “magistral”, destacando o “retorno maravilhoso de Wagner Moura ao cinema brasileiro” e afirmando que o diretor “faz dele uma estrela de cinema”.
A campanha rumo ao Oscar enfrentará a concorrência de filmes de dezenas de países, todos disputando uma das cinco vagas finais na categoria internacional. O processo de seleção envolve duas etapas de votação pelos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, exigindo uma estratégia de divulgação internacional eficiente para garantir visibilidade entre os votantes norte-americanos.
“O Agente Secreto” superou outros cinco filmes brasileiros na seleção nacional, incluindo “Baby”, de Marcelo Caetano, “Kasa Branca”, de Luciano Vidigal, e “Manas”, de Marianna Brennand. A escolha reflete não apenas a qualidade técnica e artística da obra, mas também sua capacidade de dialogar com temas universais a partir de uma perspectiva genuinamente brasileira.
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