Brasil cai perante a Argentina no Maracanã, que quebra jejum de títulos e vence a Copa América

A Argentina derrotou o Brasil no Maracanã e conquistou seu 15º troféu na Copa América 2021. Aos 21 minutos do primeiro tempo, Dia Maria abriu o placar para a seleção argentina com um golaço de cobertura. A equipe de Tite voltou mais ofensiva no segundo tempo, e Richarlison chegou a marcar, mas o gol estava impedido e foi anulado.

A Albiceleste quebrou um jejum de 26 anos. A última vez que a Argentina foi campeã da Copa América foi em 1993, quando venceu o México. Já o Brasil ―atual campeão continental― queria conquistar sua décima taça. Em 2019, última edição, a seleção Canarinho derrotou o Peru (3 a 1).

O torneio sul-americano foi cercado de polêmica. O Brasil foi escolhido pela Conmebol como sede depois de a Argentina e a Colômbia declinaram de receber o campeonato devido à pandemia de covid-19. Mas a escolha do Brasil foi cercada de críticas, já que o país somava meio milhão de mortes pelo coronavírus na ocasião. Com exceção da final, todos os jogos foram a portas fechadas e sem público.

Os protocolos sanitários defendidos pela Conmebol e pelo Governo brasileiro, que não permitiram a entrada de público durante todo o torneio, foram atualizados para a final. A entidade permitiu a entrada de mais de 5.000 torcedores nas arquibancadas, sendo 2.200 brasileiros, 2.200 argentinos e outros convidados, desde que apresentassem um teste PCR negativo para o coronavírus. Poucas horas antes do início da partida, a Conmebol divulgou em suas redes que estava detectando “testes adulterados” utilizados pelos torcedores.

Na entrada do estádio, a organização permitiu aglomerações de torcedores e ambulantes, muitos sem máscaras, em longas filas que tinham como destino o mesmo portão, onde eram retirados os ingressos. A liberação da entrada ainda causou mais confusão, com empurrões e torcedores forçando passagem. Ainda que promovendo multidões não recomendadas na pandemia, a presença de um público empolgado pela final trouxe um ambiente de ânimo, camisas das seleções e cantos de torcida nos entornos do Maracanã, algo que ainda não tinha acontecido na desacreditada Copa América.

Fonte: El País