Ponto de Vista: Lucros & Perdas II

No Ponto de Vista (Lucros e desempregados) dissemos que enquanto obras de grandes necessidade estavam paralisadas, como muitas ainda estão, tendo como resultado um alto índice de desempregados, a economia estagnada, víamos recordes de lucros dos bancos, resultado da predominância do capital sobre o trabalho, elevando consideravelmente a desigualdade, onde o rico cada vez fica mais rico e o pobre mais pobre.

Dissemos que apesar de muito dinheiro investido em inúmeras obras espalhadas pelo pais, muitas das quais inacabadas, os lucros dos agentes financeiros são cada vez maiores, suplantando em apenas um ano, por exemplo, tudo que fora gasto em obras como a transnordestina e transposição do São Francisco, sem contar que essas proporcionam o incremento da economia, do emprego etc., enquanto que os lucros dos bancos se acumulam apenas em números, não incrementando a produção nem a imprescindível ocupação de pessoal no mercado de trabalho. Apresentamos a seguir demonstrativo dos resultados (lucros) dos cinco principais banco do país, nos últimos exercícios (2017 e 2018):

Um crescimento médio de 86,09% dos citados bancos. Desses a Caixa teve prejuízo de 17,1%. O Santander apresentou 52% de lucro enquanto o Bradesco 30,19%. O que mais chama a atenção é que a inflação (controlada pelo governo) ficou em 3,75% em 2018, enquanto o salário mínimo em 2019 teve um reajuste de 4,61% ou seja, apenas 44 reais em relação ao anterior (954,00).

Escrito por Alvinho Patriota

2 comentários sobre “Ponto de Vista: Lucros & Perdas II

  1. Machado Freire

    Pela análise -bem documentada e justificada, vemos que “a água só corre para o oceano” e que – de forma invertida, a “maré não estar para peixe”.

    Ou seja, que os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres – desgraçadamente, estão cada vez mais pobres.

    Era como se a sociedade não tivesse nenhum valor do ponto de vista econômico, social e político e – de forma invertida, só tivesse a obrigação de pagar impostos (injustos), e tantas outras obrigações fanzendárias, em todos os níveis.

    Do outro lado, e de forma invejável e confortável, estão os banqueiros, que só aumentam seu patrimônio.

    Seria bom que o presidente da República e o ministro da Fazenda fizessem um estágio social e econômico, dependendo apenas do salário mínimo para sobreviver.

    E o que eles iriam dizer sobre o vergonhoso aumento de apenas 44 reais em um ano de aperto.