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PGR sobe o tom e diz que Lava Jato não é órgão autônomo e distinto do MP

A procuradoria-geral da República (PGR) elevou o tom contra a força-tarefa da Lava Jato neste domingo (28) e afirmou que mesmo com êxitos obtidos e reconhecidos pela sociedade, a operação “não é um órgão autônomo e distinto do Ministério Público Federal (MPF), mas sim uma frente de investigação que deve obedecer a todos os princípios e normas internos da instituição”.

A reação da PGR  acontece depois da saída de três procuradores da Operação numa divergência com a subprocuradora e coordenadora da força-tarefa na PGR, Lindora Araujo.

Na sexta-feira (26), a visita de Lindora ao Ministério Público em Curitiba gerou revolta dos lavajatistas. Eles alegam que a diligência no QG da operação no Paraná tinha o objetivo de acessar arquivos da equipe e a atitude foi vista como um risco para as investigações. Os membros da Lava Jato acionaram a Corregedoria do Ministério Público Federal.

O ex-ministro Sergio Moro divulgou uma nota onde diz que “aparentemente, pretende-se investigar a Operação Lava Jato em Curitiba”, mas que “não há nada para esconder nela, embora essa intenção cause estranheza. Registro minha solidariedade aos Procuradores competentes que preferiram deixar seus postos em Brasília.”

Ainda segundo a PGR, o desembarque dos procuradores Hebert Reis Mesquita, Victor Riccely Lins Santos e Luana Macedo Vargas não deve afetar os trabalhos da força-tarefa, já que estas baixas na equipe de Brasília já estavam previstas para ocorrer na próxima terça-feira (30).

“Com a redução natural dos trabalhos no grupo da Lava Jato, decorrente de fatores como a restrição do foro por prerrogativa de função determinada pelo STF, a demanda existente continuará a ser atendida por assessores e membros auxiliares remanescentes, sem qualquer prejuízo para as investigações”, diz a PGR.

Fonte: Congresso em Foco