Personagem – Padre Domingos de França Dourado

Destacamos no quadro “Personagem” deste domingo, 19, a figura de padre Domingos de França Dourado, sacerdote baiano que foi Vigário de Salgueiro entre os anos 50 e 70, deixando grandes contribuições para a sociedade salgueirense.

Domingos França foi responsável pelo maior acontecimento sociorreligioso da época no interior da Diocese: o Congresso Eucarístico Paroquial em Salgueiro. Contribuiu para instalação do Colégio Dom Malan, fundou a Banda Filarmônica Paroquial e reformou a Casa Paroquial e a Igreja Matriz.

Em 1974 enviou carta ao bispo (clique aqui e leia), comunicando sua decisão irreversível de deixar a Paróquia de Salgueiro e retornar à Bahia. Despediu-se também das capelas de Verdejante, Serrita, Grossos, Malhada de Areia, Vasques e Lagoa.

Da redação do Blog Alvinho Patriota

2 comentários sobre “Personagem – Padre Domingos de França Dourado

  1. Machado Freire

    Padre Domingos não tinha meu endereço nem um telefone que pudesse se comunicar comigo no Recife para se despedir de mim. Seria o adeus de um amigo e seu aluno.

    Eu e minha família fomos morar no Recife devido a doença grave na minha querida mãe, que morreu em 1973. Também deixamos Salgueiro porque precisávamos dar continuidade à nossa educação.

    Fiquei muito triste por ter perdido o amigo da forma que perdi, ele que tanto me incentivou na criação e manutenção do jornal do Estudante, o primeiro veículo de comunicação impressa de Salgueiro

    A carta de Padre Domingos, pelo o que eu conhecida dele, me deixa certo que meu amigo sofreu um grande constrangimento.

    Teria sido igual ou pior do que aquele em que ele foi chamado de “comunista” durante sua fala durante a bênção escola do município que foi inaugurada no Alto do Cortume?

    Depois do ato nefasto, ele e eu descemos a pé até a sua casa. Nunca mais esqueci daquela ofensa inominável a um sacerdote e cidadão de uma retidão incomparável.

    Claro que o “irreversivel” dele era cem por cento irreversível, tanto que na carta ele não nomina e não “fulaniza” ninguém

    Só que -como disse, eu o conhecia muito bem, e sua lembrança da terra natal deixa evidente que há muito ele estava desgostoso com a Salgueiro Grande de Veremundo Soares: ” E assim “depois de longo e tenebroso inverno”, volto à minha terra natal, à velha Bahia, Bahia de todos os Santos…

    Por que ele, que era culto e inteligente, fez um título com apenas duas palavras na carta que que foi lida em um carro de som? Minha despedida.

    Ah! Padre Domingos França Dourado, meu estimado e inesquecível amigo para sempre !

  2. Edineide

    Eu era criança, e lembro que essa carta foi divulgada em carro de som para população, e ficou na minha memória, o trecho que ele dizia que levava entre outras coisas o seu cachorrinho negro, e também lembro das pessoas nas calçadas ouvindo ouvindo aquela mensagem e chorando, entre elas, minha saudosa mãe!!