Para ministro, são ‘infundadas’ críticas de Rodrigo Maia à visita de secretário de Trump a Roraima

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, respondeu neste sábado (19) às críticas do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), à visita a Roraima de Mike Pompeo, secretário de Estado do governo Donald Trump, nos Estados Unidos. Para Araújo, as críticas são “infundadas” e baseadas em “informações insuficientes” e “interpretações equivocadas”.

Junto com Araújo, Pompeo visitou nesta sexta-feira (18) as instalações da Operação Acolhida, na fronteira do Brasil com a Venezuela. O secretário fez críticas ao governo venezuelano e disse que os EUA vão “tirar” Nicolás Maduro da presidência da Venezuela.

“Só teme a parceria Brasil-EUA quem teme a democracia. Brasil + Estados Unidos por uma Venezuela livre”, escreveu Araújo em uma rede social.

Em nota, Rodrigo Maia disse nesta sexta-feira (18) que a presença de Pompeo no local às vésperas da eleição presidencial nos Estados Unidos não “condiz com a boa prática diplomática internacional” e afronta as políticas brasileiras externa e de defesa.

“Como Presidente da Câmara dos Deputados, vejo-me na obrigação de reiterar o disposto no Artigo 4º da Constituição Federal, em que são listados os princípios pelos quais o Brasil deve orientar suas relações internacionais. Em especial, cumpre ressaltar os princípios da: (I) independência nacional; (III) autodeterminação dos povos; (IV) não-intervenção; e (V) defesa da paz”, afirmou Maia.

Além da mensagem na rede social, Araújo publicou texto no site do Ministério das Relações Exteriores, no qual afirma que a nota de Maia é baseada em “informações insuficientes” e “interpretações equivocadas”.

“Como Ministro das Relações Exteriores vejo-me também na obrigação de reiterar o disposto no Artigo 4° da Constituição Federal, inciso II, que coloca a “prevalência dos direitos humanos” entre os princípios que devem orientar as relações internacionais do Brasil”, escreveu Araújo.

Segundo ele, “o legado da tradição diplomática brasileira não inclui a indiferença aos nossos vizinhos. No caso presente da Venezuela, uma tal indiferença seria imoral e colocaria em risco a segurança dos brasileiros”.

Fonte: G1