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Eu não pretendo brincar mais Carnaval, diz vítima de ‘agulhada’ em Olinda

Eu não pretendo brincar mais Carnaval. Esse é o relato de um dos foliões que afirmam terem sido furados por agulhas durante o Carnaval de Recife e Olinda, na Região Metropolitana, e que procuraram atendimento no Hospital Correia Picanço, na zona norte da capital pernambucana.

O estudante de engenharia da computação, de 21 anos, que não quis se identificar, contou que o caso aconteceu por volta das 14h de segunda-feira (24), próximo ao Mercado da Ribeira, em Olinda, enquanto curtia o carnaval ao lado de uma amiga e um amigo.

“Três mulheres com camisas de bloco, de cor vinho, se aproximaram e uma delas me furou no braço direito. Após o ocorrido, elas se dispersaram na multidão”, contou.

Ainda de acordo com o jovem, ele sentiu o local da furada arder e chegou a relatar o caso para policiais que passavam no local. “Eles pediram a descrição das mulheres e me orientaram a procurar o Hospital Correia Picanço. Eu passei em casa para pegar os documentos e fui direito para o Hospital.”

A vítima deu entrada no Correia Picanço por volta das 14h45, fez exame de sangue, tomou coquetel que combate doenças infectocontagiosas e fez um Boletim de Ocorrência ainda na unidade de saúde.

“Eu não pretendo brincar mais Carnaval, porque isso não é de agora. Desde o Carnaval passado que está tendo essas coisas [agulhadas]. É um absurdo. Eu estava me divertindo e acontece um fato desses. A pessoa não tem nem reação, não sabe nem o que fazer”, relatou.

Segundo a amiga do rapaz, Marcelly Beatriz Alves, de 17 anos, que estava com ele no momento do fato, tudo aconteceu muito rápido.

“Uma delas [suspeitas] estava com dreads vermelhos. Acredito que tenha sido ela”. Ele sentiu a dor, mas não sei que ela conseguiu aplicar alguma coisa nele”, afirmou.

Ainda de acordo com Marcelly, o Carnaval também acabou para ela. “Morgou tudo. Não só este ano, mas os outros anos também, porque vamos ficar sempre com medo. Do mesmo jeito que foi com ele, poderia ter sido comigo”, lamentou.

Fonte: Folha PE