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Especialista em pulmão, Dr. Allain Carvalho alerta sobre os riscos da inalação de antirrespingo de solda

Chegou a época de Carnaval e com ela o aumento do uso de produtos alucinógenos. Uma dessas drogas, bastante popular entre os jovens, é o antirrespingo de solda. Embora não conste na lista de entorpecentes da Anvisa, esse produto passou a ser usado para esse fim há alguns anos e tornou-se um problema de saúde pública em todo o Brasil. Em Salgueiro, não é difícil ver adolescentes inalando o antirrespingo nas prévias do Carnaval.

Essa questão foi levantada na cidade pelo fisioterapeuta e especialista em pulmão, Dr. Allain Carvalho. Em artigo enviado à imprensa local, ele alerta sobre os perigos da inalação desse produto. “Quando utilizado como droga, os sintomas variam, como por exemplo: Desmaios, perda de memória, tosse constante, náuseas, coração acelerado, vômitos, grande dificuldade de respirar, hemorragia pulmonar, hemorragia no estômago, AVC, coma profundo, parada cardiorrespiratória, podendo levar a morte”, adverte.

Segundo Allain, caso o usuário desenvolva alguns desses sintomas precisa ser socorrido imediatamente para um hospital. A equipe médica fará a entubação, facilitando a respiração com auxílio de máquina, e exame de imagem, com objetivo de avaliar o dano causado aos pulmões. Existe também a possibilidade de parada cardiorrespiratória, que requer reanimação cardíaca. Esses problemas são provocados pelos componentes do produto: polipropilenoglicol, cloreto de metileno e dióxido de carbono.

Allain ainda cita que o antirrespingo pode ser facilmente comprado em lojas de material de construção por cerca de R$ 20,00. Basta ser maior de 18 anos. Daí, chegar às mãos de menores é muito fácil. Preocupado com o aumento do uso dessa droga na cidade, pede uma ação das autoridades. “Faço um apelo aqui ao MPF para que interceda na cobrança da fiscalização quanto à venda e consumo dessa droga. Assim como faço um apelo também a todos os Vereadores da Câmara Epitácio Alencar de Salgueiro-PE, para que se sensibilizem com a causa e elaborem uma lei que venha a restringir a venda dessa substância na nossa cidade”, sugere, pedindo também que os pais conversem com seus filhos sobre os riscos dessa substância.

Da redação do Blog Alvinho Patriota