Personagem

Plantão Covif-19: Lista dos serviços essenciais conforme Decreto Presidencial

Personagem (XVIII)

Cassimiro Vereda: Um Ritmista e Compositor Popular de Salgueiro

Salgueiro é um ‘celeiro’ de artistas e de talentos dos mais variados estilos, muitos deles desconhecidos por grande parcela da população.  Cassimiro Vereda é uma dessas estrelas ofuscadas que não são muito reconhecidas nas ruas, mas que vão ficar eternizadas na história da cultura popular salgueirense. Nascido no Sítio Curral Velho, zona rural de Salgueiro, no ano de 1934, Vereda tornou-se uma dos maiores ritmistas e compositores populares do Nordeste.

Começou a tocar cavaquinho aos oito anos nas áreas rurais de Salgueiro, tornando-se mestre na arte de tocar o pequeno instrumento. Com 18 anos foi morar na casa de uma tia em São Paulo, onde participou de várias gravações de grandes forrozeiros, como Severino Januário, Luiz Gonzaga, João do Pife, Antonio Levino, Chiquinha Gonzaga, entre outros músicos. O talento o gabaritou a filiar-se na Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) nos anos 70.

Cassimiro segura foto em que aparece tocando ao lado de Luiz Gonzaga

Para garantir os direitos de suas composições, Vereda também se filiou a Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais (SICAM) e a Sociedade Administradora de Direitos de Execução Musical do Brasil (SADEMBRA). Depois de retornar para Salgueiro em 1983, passou 25 anos sem ir a São Paulo e acabou perdendo tudo o que foi arrecado com suas músicas, a maioria instrumental de cavaquinho.

Cassimiro também foi controlado pela Ditadura Militar, que determinava quais as canções que poderiam ser tocadas no Brasil nos anos 60, 70 e 80. Ele se espanta com a ‘depravação’ das músicas na atualidade. “Hoje em dia qualquer música, sem sentido, é gravada e já está tocando nas rádios sem nenhuma fiscalização”, analisa. Atualmente o ritmista apresenta o ‘Programa Cassimiro Vereda’ todos os domingos na rádio Asa Branca AM, e o ‘Ao Cair da Tarde’ de segunda à sexta-feira na Rádio Vida FM.

Por Chico Gomes

Personagem (XVII)

Danilo Pernambucano: Um grande talento salgueirense

Membro de uma família de artistas, entre os quais o conhecido ‘Zenilton’, o jovem Danilo Filgueira Veras, 20 anos, conhecido artisticamente como ‘Danilo Pernambucano’, filho do radialista e poeta Rubens Veras, é um dos maiores talentos da atualidade na cidade de Salgueiro. Com três CDs gravados, dois ao vivo e um em estúdio, Danilo já se apresentou nos principais eventos da região.

Somente este ano, realizou shows na tradicional ‘Missa do Vaqueiro’ de Serrita, na ‘Festa de Santana’ de Parnamirim e nos festejos juninos de Salgueiro e dos municípios circunvizinhos. Não é à toa que o talentoso jovem foi convidado pelo bispo Dom Magnus Henrique para abrir o show de Pe. Zezinho neste domingo (16) no evento de aniversário da Diocese Salgueiro.

Neste Dia Nacional da Juventude, o talentoso forrozeiro salgueirense concedeu uma entrevista exclusiva para o blog de Alvinho Patriota. No bate papo que aconteceu na residência de seus pais, localizada no bairro Primavera, Danilo conta como começou a cantar e faz um breve resumo de sua carreira.

Como surgiu o gosto pela música

Aos 12 anos de idade Danilo Pernambucano participou de um grupo de forró pé de serra composto por crianças, batizado de Forró Mirim. Após dois anos se apresentando em diversas festas de Salgueiro e região o grupo se acabou e cada integrante seguiu seu rumo. Danilo foi estudar em Recife, onde atualmente reside e cursa o 5° período de Direito na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).

Carreira solo

Depois de alguns anos longe dos palcos o nosso homenageado resolveu cantar novamente. A primeira apresentação em carreira solo ocorreu em 2009 numa tradicional ‘pega de boi’ do município de Granito. No show meio improvisado o Pernambucano gravou o primeiro CD ao vivo e não quis mais parar.

O segundo CD ao vivo foi registrado em 2010, durante o Festival da Sanfona em Salgueiro. Este ano veio o CD que consagrou o forrozeiro salgueirense como um dos mais promissores cantores de Pernambuco. Intitulado ‘Serei pra sempre assim’, o primeiro CD de estúdio de Danilo Pernambucano rendeu, inclusive, uma turnê internacional em Angola.

Compacto gravado em um estúdio de Recife conta com 15 músicas do típico forró pé de serra. O CD tem participações de Santana ‘O Cantador’, Os Nonatos e Nádia Maia. Além de tocar e cantar, Danilo também é compositor. Neste último CD participou da composição de duas músicas, chamadas ‘Não Te Dou Razão’ e ‘Meu Salgueiro’.

“Este foi o primeiro CD gravado em estúdio e graças a Deus minha carreira vem evoluindo cada vez mais, vão surgindo novas oportunidades de mostrar o verdadeiro e autêntico forró pé de serra. Hoje eu estarei na comemoração do primeiro aniversário da Diocese de Salgueiro, onde vai ter Pe. Zezinho e o bispo Dom Magnus me convidou para abrir o show de Pe. Zezinho. É algo que me deixa muito feliz e agradeço muito a Deus por essa oportunidade, pois toda essa região todinha do Sertão Central vai ‘tá’ hoje aqui em Salgueiro”, afirma Danilo, que em novembro vai se apresentar na Exposal.

Por Chico Gomes

Personagem (XVI)

persooo

Joaquim Francisco do Nascimento, conhecido no Uri (localidade próxima de Salgueiro) como JACA DA PEDREIRA. 74 anos, desde os quinze, dedicado à arte de cortar pedra. Aliás, o Jaca trabalhou além de Salgueiro, em vários outros lugares, como em São Paulo, Petrolina, Maceió, região de Arcoverde.

De origem humilde, um dos 16 filhos de Francisco Vicente e Maria Virgovina, constituiu a sua família, também um pouco numerosa, composta de nove filhos, pessoas que dão grande alegria ao casal.

Jaca diz que a pedra bruta tem três tipos de corte: trincante, segundo e corrido. Trata-se de um trabalho artesanal que precisa de muita técnica para que atenda o seu objetivo, como todos os ofícios. A sua casa basicamente foi erguida de pedra (piso, colunas, bancos).

Dentre os irmãos de seu Jaca, está o poeta Nascimento que fez carreira na Polícia Rodoviária Federal da Paraíba, mas que antes, trabalhou como cortador de pedra e retratista (de binóculos).

Por Alvinho Patriota

Personagem (edição XV)

personagem

dona-maria-do-carmoA personagem de hoje do blog é a senhora Maria do Carmo Gomes dos Santos, 90 anos, nascida no município de Belém do São Francisco em fevereiro de 1921, filha do agricultor Martiniano Bispo e de Dona Cândida Vitalino dos Santos – católica, devota de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Dona Maria do Carmo chegou a Salgueiro com 11 anos de idade, em 1932 onde se casou com o cearense Francisco Barros, de Juazeiro do Norte, aos 24 anos.

O casal teve oito filhos “criando seis”, pois teve dois abortos. Dona Maria do Carmo afirma que todos os seus filhos nasceram com auxílio de parteira “normal”, à exceção do primeiro que contou com a assistência do Dr. Orlando Parahym, único médico à época em Salgueiro.

O esposo da nossa homenageada, seu Chico Barros era operário de José Bezerra (pai de Chicô), colocando depois uma sapataria que “fracassou” e por fim, uma lanchonete que ainda hoje funciona sob a direção do filho Cícero.

Os filhos do casal: Edvaldo, Socorro, Cícero, Cândida, Rosalina que falecera ainda criança e Maria da Glória, que partiu para outra dimensão aos 58 anos, deixando os filhos: Ricardo, Fernando e Rodrigo. Diz Dona Maria do Carmo com orgulho: “além dos filhos, tenho doze netos e sete bisnetos, um destes já com treze anos”.

Diz também: “há 53 anos resido na mesma casa. Quando aqui cheguei era uma roça de avelós e me chamavam de doida por ser a primeira casa desta área. Eu trouxe para aqui o progresso…”.  De fato, hoje a rua de Dona Maria do Carmo é uma das principais da cidade.

Dona Maria do Carmo trabalhou com o marido Chico Barros 17 anos na lanchonete, onde fazia praticamente tudo: salgadinhos, bolos, doces, tijolos de leite…

Antes, trabalhava como engomadeira e bordadeira para ganhar dinheiro, depositando na Cooperativa as economias (não tinha banco à época em Salgueiro). Conta que seu Osmundo Bezerra perguntara certa vez para que aquela menina estava guardando dinheiro, tendo respondido prontamente: “para comprar o enxoval do casamento”.

Frase: A maior alegria que sinto é ver toda minha família reunida.

Personagem (edição XIV)

personagem

news_Domingo de final da Copa do Mundo da África do Sul, destacamos como Personagem em nosso quadro dominical um salgueirense que arrasa no futebol. Manoel Tobias da Cruz Júnior, ou simplesmente Manoel Tobias, nasceu em Salgueiro no ano de 1971, e é considerado o maior jogador da história do futsal. Alcançou vários títulos, tanto pelos clubes que jogou, quanto pela Seleção Brasileira.

Atuou pelos clubes: Candeias Clube de Turismo, de Curitiba, em 1989; jogou pelo Votorantim de Recife em 1990; vestiu a camisa do Banfort de Fortaleza em 1991 e 1992; também fez parte do Inpacel de Arapoti nos anos de 1993 e 1994; ainda defendeu o Enxuta de Caxias do Sul em 1994 e 1995; integrou o elenco do Ulbra de Porto Alegre nos anos de 1996 e 1997; entrou em campo pelo Atlético Mineiro de Belo Horizonte em 1998 e 1999; defendeu o Vasco da Gama do Rio de Janeiro nos anos 2000 e 2001, e jogou no Malwee/Jaraguá de 2001 a 2002.

Manoel Tobias foi campeão gaúcho no futebol de campo pelo Grêmio em 1996. Nosso Personagem deste domingo também foi bicampeão mundial pela seleção brasileira de Futsal, bicampeão mundial de clubes pelo Atlético Mineiro/ Pax Minas e Internacional, bicampeão brasileiro, tricampeão do Campeonato Brasileiro de Futsal, bicampeão mineiro, bicampeão gaúcho, campeão carioca, campeão catarinense, tricampeão espanhol. Atualmente Manoel Tobias joga no Polaris World Cartagena da Espanha.

Por Chico Gomes

Personagem (edição XIII)

personagem

raimundo-carreroDestacamos como Personagem esta semana no blog, o escritor e jornalista salgueirense Raimundo Carrero. Nascido em Salgueiro no ano de 1947, nosso Personagem trabalhou como jornalista no rádio, televisão e jornal Diário de Pernambuco durante 25 anos, onde exerceu vários cargos, a exemplo de crítico literário e editor nacional. Foi assessor de imprensa da Fundação Joaquim Nabuco e da Universidade Federal de Pernambuco. Durante oito anos fez parte em Recife do Conselho Municipal de Cultura e ainda do Movimento de Cultura Popular.

Foi presidente da Fundação do Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (Fundarpe) até 1998. Desde 11 de outubro de 2004 ocupa a 3ª cadeira da Academia Pernambucana de Letras, lugar que tomou posse em 20 de janeiro de 2005. Seu livro “Somos pedras que se consomem” está entre os dez melhores de 1995, em escolha feita pelo jornal O Globo, além de também ficar entra as dez melhores obras de ficção de 1995, selecionadas pelo Jornal do Brasil. Entre suas principais obras estão: As sombrias ruínas da alma, Os segredos da ficção, A história de Bernada Soledade – A tigre do sertão, Sombra severa e Somos pedras que se consomem.

No ano de 1984 recebeu do Governo de Pernambuco o prêmio José Condé; em 1986 ganhou o prêmio Lucilo Varejão da Prefeitura de Recife; em 1987 recebeu o prêmio Revelação Nacional no Rio Grande do Sul, já em 1995 foi agraciado com os prêmios, Melhor Romancista do Ano, da Associação Paulista de Críticos de Arte, e prêmio Machado de Assis, na categoria melhor romance de 1995, concebido pela Biblioteca Nacional. Também recebeu o Prêmio Jabuti no ano 2000. Está concorrendo este ano ao Prêmio São Paulo de Literatura, na categoria melhor livro de 2009. O resultado sai dia 02 de agosto.

Personagem (edição XII)

personagem

gonzaga-patriota1Dando continuidade ao quadro Personagem, esta semana o blog leva aos diletos internautas um sucinto resumo da vida de Gonzaga Patriota.

Luiz Gonzaga Patriota possui graduação em Direito pela Universidade Estadual do Ceará (1978); em Administração de Empresas pela Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (1981); em Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (2005). Possui mestrado em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Está fazendo atualmente Doutorado em Direito Civil na Argentina, Universidade de Buenos Aires – UBA.

Gonzaga Patriota exerce o quinto mandato de Deputado Federal, tendo sido Constituinte em 1988. Deputado Estadual por Pernambuco (1983/1986). Foi o primeiro Secretário Nacional de Trânsito quando teve a oportunidade de submeter ao Congresso Nacional o Novo Código Brasileiro em vigor, norma moderna que reduziu consideravelmente o número de mortes por acidentes de trânsito no país, às quais, sempre que não cumpridas, essa triste realidade volta a acontecer.

Gonzaga é autor de 30 livros que tratam dos mais diversos assuntos, especialmente nas áreas políticas, econômicas e sociais brasileiras.

Gonzaga Patriota é natural de Sertânia-PE, filho de Sebastião Alves Freire e de Elisa Alves Patriota. Viveu toda a sua infância e parte da adolescência na zona rural daquele Município, passando logo cedo a trabalhar como telegrafista da Rede Ferroviária Federal, donde se desligou a pedido para dar prosseguimento aos seus estudos, haja vista que naquela época era muito difícil compatibilizar essa condição. Exerceu outras diversas funções como: Contador; professor; empresário, advogado, sempre se destacando no exercício do trabalho.

Gonzaga Patriota tem 11 filhos vivos (um foi chamado por Deus), os quais fazem a alegria do pai e de toda família, pois como dizia Dona Elisa, mãe de Gonzaga: “todos deram para gente”.

Gonzaga Patriota chegou em Salgueiro em 1965, plena época da ditadura militar que se instalara no país um ano antes. Aqui Gonzaga juntamente com alguns bravos jovens (Paubrica, Jomere, Zé Calixtrato, Basílio, Abimael, Macado Freire e outros), plantou o marco incial de um novo tempo na política coronelista do sertão, fundando o único partido de oposição à época – MDB, tendo sido o seu primeiro candidato a prefeito em 1976, com uma pequena votação mas que deixou os políticos tradicionais com as “barbas de molho”.

Em Salguiro Gonzaga Patriota consolidou uma brilhante carreira profissional e política, sempre apoiado em primeira mão pela família que lhe acompanhou a esta cidade, transferindo-se, depois, para Petrolina, sem jamais ter deixado Salgueiro que lhe adotou e lhe outorgou título de cidadão desta querida terra.

Por Alvinho Patriota

Personagem (edição XI)

personagem

rozaJosé de Carvalho Roza, natural de Salgueiro, nasceu em 05 de setembro de 1936, casado com a senhora Maria do Socorro Parente Alencar Roza há mais de 50 anos sem que jamais tenha havido separação – 07 filhos, 17 netos.

José Roza, atualmente aposentado como auditor fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco. Advogado, tendo atuado nessa área por cerca de 15 anos, geralmente defendendo os mais humildes, muitas vezes sem cobrar pelos serviços.

O político – José de Carvalho Roza exerceu mandato de vereador em Salgueiro por vinte anos, em parte desse tempo não recebia remuneração. Foi Presidente da Câmara Municipal em duas oportunidades.

O boêmio – Nosso personagem sempre primou por boas músicas: Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto, Roberto Carlos e tantos outros, grandes artistas do estilo romântico. Zé Roza toca violão e saxofone.

O humorista – Dr. Zé Roza sempre foi um homem portador de grandes alegrias, para tudo sai com uma história que põem todos a rirem. Exemplo, certa vez chegou para uma pessoa e disse: PEGUEI!… A pessoa respondeu, mas eu não estou falando de ninguém, quando Zé Rosa retrucou: não está, mas pensou…

Frase: Uma das melhores coisas que gosta é reunir a família em confraternização.

Por Alvinho Patriota

Personagem (edição X)

personagem

edsonEdson Pereira Filgueira, natural de Salgueiro, nasceu em 05 de maio de 1919, casado com a senhora Maria do Socorro Bezerra Filgueira, com quem teve 16 filhos, atualmente 14 vivos. Foram 15 partos com auxílio de parteira, apenas um deles teve assistência de um dos primeiros médicos de Salgueiro, o Dr. Orlando Parahim.

Seu Edson, na época em que praticamente não existiam advogados em Salgueiro, foi nomeado advogado dos presos pobres, em 17 de agosto de 1960, ofício que exerceu por cerca de 20 anos.

A grande família: os 14 filhos; mais de 40 netos; genros e noras, sempre se reúnem todo final de ano em confraternização.

O aniversário de 90 anos de seu Edson Filgueira foi um marco de confraternização da família e amigos, deixando-o muito feliz, sempre ao lado da companheira dona Socorro, em cuja oportunidade foi celebrada a passagem de 60 anos de união matrimonial, sem que jamais tenha havido qualquer separação. Aliás, Dona Socorro afirma com muita segurança que somente se separará com a morte…

A esta afirmação seu Edson prometeu que não iria fazer como o outro, VEJA: Um casal era muito unido aqui na terra, vivendo 75 anos de matrimônio. O homem morreu e foi pro céu. Poucos dias depois a mulher também faleceu e chegando no céu pediu a São Pedro para avisar ao seu marido que também tinha morrido e estava lá para o reencontro. Quando soube na notícia o esposo disse: “avise a essa senhora que vivi com ela 75 anos porque o padre disse até a morte os separe, por isso, ela siga seu caminho, já cumpri a minha parte”.

Afirma seu Édson com muito orgulho que o único pai que conheceu foi Seu Cornelinho (Cornélio de Barros Muniz), exibindo uma carta manuscrita pelo mesmo, datada de 31 de dezembro de 1943. Da mesma forma, outra missiva do Dr. Orlando Parahim (vide abaixo).

Frase: “Ama Salgueiro de coração. “Fica muito feliz quando se encontra lá fora com um conterrâneo”.

Por Alvinho Patriota

Personagem (edição IX)

personagem

persoataDando continuidade às publicações semanais em homenagem àqueles que tiveram e têm relevantes destaques em nossa sociedade, sob quaisquer aspectos, quer na economia, na política, no trabalho, no campo social, familiar, destacamos nesta semana a pessoa do respeitado mestre Ataíde.

Severino Alves de Ataíde, casado com a senhora Rita Pereira de Ataíde, de cuja união nascera 06 filhos, foi ferroviário por 36 anos, tendo ingressado muito jovem como telegrafista da REFESA, ascendendo pouco tempo depois à função de chefe de estação e trabalhado nas seguintes localidades: Paudalho, Tacaimbó, Flores, Serra Talhada, Pesqueira, Afogados da Ingazeira, Sertânia e, por último, Salgueiro.

Foi professor do Colégio Dom Malan por 10 anos, lecionando as disciplinas: Contabilidade e Custo; Contabilidade Industrial e Análise de Balanço.

Severino Ataíde é titular do escritório CONDESCIA, localizado no bairro da bomba em Salgueiro, onde ainda hoje, apesar dos seus 80 anos e da saúde um pouco comprometida, ainda dar um expediente, estando atualizado com as exigências da profissão.

Ataíde ingressou na Maçonaria há 47 anos, tendo sido um dos fundadores da Loja Legionários da Fraternidade em Salgueiro, à qual dirigiu por vários anos, e se declara crente no Supremo Arquiteto do Universo – Deus.

Frase de seu Ataíde: “o único caminho a que devemos seguir é o da prática do bem“.

Por Alvinho Patriota

Personagem (edição VIII)

personagem

personn1Neste mês de maio decidimos que seriam homenageadas as mulheres. Nas vezes anteriores, pela ordem foi Dona Clarinha de Doaciano (Edição IV); Professora Zarita Moreira (Edição V); Professora Toinha Pires (Edição VI); Dona Clélia de Dr. Severino (Edição VII).Hoje não será homenageada uma pessoa apenas, mas, duas jovens irmãs, a saber:

Generosa Pereira Neves de Carvalho, 101 anos de idade (25 de outubro de 1909) e Maria Pereira Neves, 99 anos (14 de maio de 1911). Filhas de Antônio Juvenal Pereira Neves e Anunciada Pereira Neves.

Generosa foi casada com Nelson Rodrigues de Carvalho, de quem teve 05 filhos, enquanto que Dona Maria teve 10 filhos, a qual diz com orgulho que todos nasceram pelas mãos de parteiras, fato que também ocorreu com a sua irmã “Losa”.

As irmãs têm invejável saúde, não perdendo oportunidade para dançar, cantar, recitar, pois receberam aula de Lampião e seus cangaceiros.

Sim, quando ainda eram bem mais jovens, na fazenda Baixio Verde Município de Jati, Estado do Ceará, ali Lampião passou um dia inteiro com sua tropa, tendo dançado xaxado, cantado mulher rendeira entre outras melodias, oportunizando as irmãs, aprenderem tal arte.

Aliás, conta dona Losa que Lampião também visitou a Fazenda Icó, em Salgueiro, pertencente ao seu futuro sogro Martinho Rodrigues de Carvalho, onde passou uma noite inteira. Obrigou a empregada da fazenda a fazer comidas; dormiram em redes; quebraram muita louça; deixaram marca de boca de rifles nas portas, talvez como sinal da passagem pelo lugar, mas não deram nenhum tiro, nem mexeram com ninguém.

Palavras das jovens irmãs, por uma boca só:

A maior alegria da gente é ver a família reunida, poder dançar, cantar e recitar…”.

Eis aí a receita para tanta jovialidade e longevidade. Parabéns dona Losa e Dona Maria, que Deus lhes dê mais muitos anos de vida.

Por Alvinho Patriota

Personagem (edição VII)

cleliaO blog de Alvinho Patriota esta semana faz homenagem à senhora Clélia Soares de Araújo Sá, natural de Salgueiro, filha de Joaquim Araújo e Olga Soares. Casou-se aos 18 anos com o jovem médico Severino Alves de Sá, com quem viveu durante 46 anos, até o seu falecimento. Dona Clélia teve 13 filhos, criando-se 06 homens e 06 mulheres, pois um faleceu aos 04 anos de idade.

Dona Clélia e seu esposo, sempre foram católicos, participantes das missões de Frei Damião, além de serem fervorosos freqüentadores da Santa Eucaristia. A sua fé aumentou consideravelmente após presenciar um milagre ocorrido na cidade de Jardim Ceará, quando da peregrinação de Nossa Senhora de Fátima de Portugal. A multidão que expressava devoção à Santa teve grande surpresa no momento em que uma jovem que usava muletas se esqueceu destas e saiu acompanhando a imagem. Diante da cena muitos se voltaram para aquela jovem, exclamando tratar-se de um milagre.

Dona Clélia sempre participou ativamente da vida política do seu marido, inclusive nas suas decisões. Ela fala com orgulho de algumas ações do Dr. Severino Alves de Sá.

Como deputado:

• Colégio Estadual – atual Carlos Pena Filho
• Açude Novo
• Escolas rurais: Conceição, Umas, Malhadareia, entre outras.

Como prefeito de Salgueiro:

• Canal do centro da cidade.
• Cuidado especial com o meio ambiente (limpeza dos açudes, córregos, etc.)
• Escolas: Valdemar Menezes, João XXIII, Alberto Soares, Maria Nilza e outras.

A maior façanha de Dona Clélia foi criar seus filhos com sabedoria e amor, sendo sua família bem estruturada, dando exemplo da importância de uma grande mãe. Conta com 08 netos que completam sua felicidade e enchem a casa de alegria.

Frase: “Minha maior alegria são meus filhos, bênçãos de Deus”.

Entrevista cedida a Alvinho Patriota

Personagem (edição VI)

toinhaNossa homenageada da semana é a senhora Antonia Pires da Cruz Barros e Silva, conhecida como dona Toinha Pires, filha do casal José da Luz Barros e Izaura Pires de Carvalho Barros. Professora desde 1954, começou seus estudos na famosa Escola Stela Mares em Triunfo, vindo a concluir o curso na Escola Nossa Senhora do Patrocínio em Belém de São Francisco.

Toinha Pires é graduada em História na cidade do Recife; foi professora do Estado durante 28 anos; também lecionou na Escola Dom Malan durante 17 anos, onde por dois anos dirigiu aquela Unidade; coordenou por 10 anos a Escola Monteiro Lobato.

A homenageada foi a quarta vereadora eleita da história de Salgueiro, exercendo mandato de 1983 a 1988. Assumiu a Secretaria de Educação do Município, ocasião em que deixou sua marca na expansão do ensino, levando cerca de 20 escolas às comunidades que na época não tinham como estudar, pois não havia transporte público para os alunos, como ocorre atualmente.

Casada com o Sr. Odilon de Barros Alencar e Silva, Toinha Pires teve 10 filhos, dentre os quais 08 possuem curso superior (juiz, advogado, agrônomos e professores). O casal tem atualmente 22 netos e netas, além de uma bisneta.

Recentemente foi agraciada com o prêmio de reconhecimento pela luta em prol dos direitos humanos, voltados especialmente à causa da mulher – Medalha Lucila Angelim, comenda esta que se juntou a várias outras anteriormente lhe outorgadas.

Poetisa, autora da literatura de cordel “História de Salgueiro”; compôs o Hino da Escola Carlos Pena Filho; escreveu várias peças teatrais como “Luar do Sertão”; “o Retirante” e “História do Centenário de Salgueiro”, encenada no aniversário de 100 anos da cidade.

Dona Toinha Pires integra atualmente a Diretoria da APAE em Salgueiro, participando dessa tão importante Entidade desde a sua fundação há 19 anos.

Frase de Dona Toinha, por oportunidade da entrevista: “Tudo é belo quando se faz por amor”.

Por Alvinho Patriota

Professora Zarita Moreira – Personagem (edição V)

fotoper1Dando seqüência ao quadro Personagem, no mês de maio estamos homenageando as mulheres do nosso Município. Na edição anterior, a homenageada foi dona Clarinha Angelim. Neste domingo, 09, dedicado às mães, de logo quero deixar o meu afeto a todas as mães e que Deus lhes ilumine.

A homenagem desta semana, prestamos a Professora Zarita Moreira, filha de Milton Moreira, falecido e de Dona Zuquinha, com mais de 90 anos e ainda gozando de boa saúde. A senhora Zarita é casada com o empresário Abdoral Pereira da Silva, de cuja união nasceram 4 filhos.

Nossa homenageada tem um grande apreço e amor por Salgueiro, onde nasceu e sempre viveu, a qual tem relevante serviço prestado, especialmente voltado para as crianças, conforme seu relato a seguir para este blog:

“Adotamos uma criança que tem 7 anos de idade, é uma alegria na nossa vida, que enche a nossa casa com sorrisos. Criança só trás alegria pra dentro de casa, um gesto que a gente não se preparou, não estava esperando, mas acabou acontecendo…”

Outro depoimento interessante prestado pela homenageada: 

“Me aposentei ainda cedo e achei que não devia está em casa, que devia mefotoper2 dedicar a um trabalho. Já era uma coisa que havia sido pensada por um grupo de amigas, e depois a gente analisou que realmente a cidade precisava desse trabalho, a Casa de Acolhimento Ana Ataíde que tem como finalidade acolher crianças que estejam abandonadas ou sofrendo qualquer tipo de agressão. Me dedico a esse trabalho há 8 anos, sem receber nada, um trabalho voluntário… Logo no inicio eu entrei como vice-presidente, mas com pouco tempo a presidente teve de se afastar, tendo assumido como titular a direção daquela Casa, que atualmente abriga 14 crianças disponíveis para adoção”.  

Por Alvinho Patriota

Personagem (edição IV)

personagem

claraDona Clara Alves de Sá Carvalho nasceu em 11 de julho de 1919 na Fazenda Junco município de Leopoldina (atualmente Parnamirim). Em 1935 casou-se com Doaciano Angelim e passou a rubricar Clara Alves de Sá Angelim.

Foi seu genitor o Fazendeiro Manuel Francisco de Sá Araújo (Né do Junco), natural de Salgueiro, e filho de Francisco de Sá Araújo – ex-prefeito de Salgueiro e neto do Cel. Manuel de Sá Araújo fundador de Salgueiro em 1835. Né do Junco casou-se em segundas núpcias com Inácia Alves de Sá Carvalho, natural de Belém de São Francisco, e sua cunhada. Desta união nasceu Dona Clarinha que ficou órfã de pai aos 17 dias de nascida.

Decorridos cinco anos do óbito de Né do Junco, Dona Inácia casou-se com o Sr. Francisco Eliseu de Vasconcelos, também viúvo e líder político em Salgueiro, Vereador e Juiz da Paz, residente na Fazenda Várzea do Ramo no município de Salgueiro. Seu Francisquinho, como todos o chamavam, foi o pai que Dona Clarinha conheceu e a quem devotou a mais alta estima até seus últimos dias.

Sua mãe vendeu a Fazenda Junco em Leopoldina e veio a residir na Fazenda Várzea do Ramo numa casa situada na praça da Matriz de Santo Antonio, herança de Né do Junco, construída ainda em 1835. O inventário dos bens trazidos do Junco hoje se encontra no acervo de documentos da família.

Em 1935 com 16 anos veio a residir no Sobrado da Praça Matriz, domicílio do Sr. Evergisto Menezes e Dona Olindina Soares, parentes e amigos de seus pais, para estudar no colégio N. Sra. Aparecida – Colégio das Freiras em Salgueiro.

Deste educandário fugiu com seu amado Doacino Angelim escoltados pelos casais Sr. José Vitorino de Barros – seu Tio e Prefeito na época – sua esposa Dona Iaiá e mais dois casais de ilibada conduta. Casou-se com Doaciano Angelim 1935 na Igreja Matriz de Santo Antonio do Salgueiro construída por seu bisavô Manuel de Sá Araújo.

Em 1940 nasceu Antonio de Sá Angelim, seu único filho, que casou-se com Maria Beneide Guimarães Angelim em 1960 gerando seis netos e 10 bisnetos para o casal Clarinha e Doaciano.

Dona Clarinha era filha de fazendeiros e continuou a tradição de seus antepassados unindo suas habilidades com o esposo Doaciano Angelim filho do comerciante Joaguim Pereira Angelim, que trabalhava nas cidades e nas fazendas.

Foram proprietários de cinco fazendas, onde exploravam a pecuária de gado leiteiro e de corte, criatório de suínos, caprinos e ovinos, engenho de cana de açúcar, alambique (Aguardente Vencedora), torrefação (Café Cavalinho), despolpadeira de arroz, cerâmica, fábrica de doces e armazém para venda em grosso e varejo na Rua Osmundo Bezerra.

Seus produtos eram valorizados na região pela qualidade e preço e atendiam a mercados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Pernambuco e Bahia.

O casal sempre esteve à frente dos trabalhos, quer na administração, quer na fabricação dos produtos. Era exemplar o modo como Dona Clarinha tratava seus subordinados sempre com muito carinho e o respeito de todos e de todas. A grande maioria foram seus compadres e comadres.

Além de seu carisma como administradora e matriarca, sempre cultivou cristã devoção por Maria Santíssima sua madrinha de batismo, além da fé depositada em Santo Antonio e em São Francisco.

Em momentos de muita aflição com as secas que presenciou e com as calamidades e carência da região, sempre demonstrou muita força e coragem para enfrentar as adversidades.

Em 1989 seu esposo Doaciano Angelim faleceu com 75 anos de idade e 54 anos de convivência embalados ao som do seu inesquecível violão, de muitas batalhas e de muitas conquistas.

Seu amor e veneração por Doaciano Angelim continuam apesar dos 90 anos de idade e do peso da saudade suavizada pela convivência dos amigos e da família.

Falar de “Mãe Clarinha” é falar de gente boa, de pessoa de fibra. É como falar da mãe da gente… E lembrar de Nossa Senhora.

Meus sinceros agradecimentos ao amigo e historiador Marcos Angelim, sem o qual não seria possível a concretização desta matéria.

Por Ivo Junior.