Personagem

Personagem (XXIII)

ze-dePor Machado Freire

ZÉ DE PIFÂNIA, um desbravador ecológico rural!

Dia 7 de maio próximo, o cidadão José Manoel da Silva, tratado por seus familiares e amigos que moram no Sítio Feijão – Km 16, em Salgueiro, por Zé de Pifânia (sua mãe chamava-se Epifânia e tinha o apelido de Pifânia), vai comemorar seus bem vividos 80 anos de idade.

“Não vou fazer festa e nem uma reza porque nesses últimos dias tenho enfrentado muitos problemas de saúde”, conta o agricultor alegre e ao mesmo tempo impaciente, porque não pôde aproveitar o inverno (que até surpreende) e ir à sua roça “para dar um trato” no milho e feijão que já estão “canivetando’.

Por trás desse homem simples, pai de 14 filhos, nascido e criado na roça, existe uma página muito importante para a comunidade que mora nos sítios da região num raio de mais de 10 quilômetros, como Solta, Formiga, Milagres, Boa Esperança e arredores.

Faz mais de vinte anos que Zé de Pífânia realiza um trabalho voluntário na coleta de vidro, ferro velho, garrafas pet, restos de móveis, etc, em uma carroça puxada pelo burro branco apelidado de Asa Branca.

A palavra “reciclagem” ainda não era conhecida, por exemplo, na comunidade do Coqueiro quando Zé de Pifânia já recolhia esse material até então imprestável, chamado de lixo e que algumas pessoas ainda não assimilaram a importância da retirada desse “incômodo”, de sua casa e que muitas vezes é jogado de forma equivocada no terreiro, contribuindo para poluir o meio ambiente.

É verdade que o trabalho duro e muitas vezes incompreendido “rende um trocado” para o agricultor que merece o reconhecimento do poder público do município que sempre fez pouco caso da causa da ecologia e da defesa do meio ambiente.

Entendemos que é muito lucrativo para todos, do ponto de vista da saúde e na questão ambiental e ecológica esse trabalho difícil e arriscado para um homem de 80 anos que sai de casa cedo e volta somente depois do meio dia, deixando sua esposa, Maria, preocupada com sua saúde.

Mas o desbravador ecológico rural José de Pifânia está doido para ficar bom e retornar à sua lida em defesa do meio ambiente, de forma praticamente voluntária, pois o lucro fica para quem se livra do lixo reciclável no interior e no terreiro de sua casa, naquela ribeira.

A natureza agradece. Viva Zé de Pifânia!

Personagem (XXII)

17741174_1326124880817640_117918911_nO personagem de hoje é o Pe. Remi, que está em Salgueiro desde o começo dos anos 90 e completou recentemente 50 anos de sacerdócio. Leia um pouco da história deste religioso contada pelo radialista e historiador Thiago Lima, da rádio Asa Branca AM.

Padre Remígio de Vettor SdC, nasceu em 06 de Janeiro de 1939 num vilarejo no norte da Itália entre Veneza e a Áustria, numa região montanhosa chamada de Dolomitas. O povoado tinha cerca de 200 habitantes e era um vilarejo de agricultores que trabalhavam na montanha cortando grama para se manter. Sua família era uma das mais numerosas do lugar, sua mãe teve oito filhos. Em meio a todo este cenário humilde, viveu o Padre Remi os primeiros anos de sua vida.

Em 1945 o pequeno Remi perdeu o seu pai assassinado durante a Segunda Guerra Mundial, com isso sua família passou por uma série de dificuldades. Para poder ter um futuro melhor, o então órfão de guerra foi acolhido no colégio Guanelliano; tinha, então oito anos de idade. Foi nesse colégio que ele cursou os seus primeiros anos de estudo. Quando chegou na quinta série teve que decidir se voltava para a família para ser um agricultor ou pensava em alguma coisa. Como a Congregação dos Servos da Caridade oferecia outras oportunidades de estudo, ele acabou ficando e, naquele ano, fez um retiro no qual expressou o seu desejo de ser padre e missionário tendo, inclusive, a oportunidade de ir para fora da Itália, mas era preciso ir para o seminário que ficava longe de sua terra. O seu ingresso no seminário aconteceu quando ele tinha onze anos de idade e lá viveu por 16 anos.

Foi um choque grande para o jovem Remígio sair do seio de sua família, do carinho materno, para viver a rigidez e disciplina próprias de um seminário. Enfrentou várias dificuldades durante seu tempo de seminarista, vendo sua família somente uma vez por ano, mas a sua vocação amadureceu e em 01 de Abril de 1967, foi ordenado sacerdote. Uma vez ordenado, Remi já sabia que o seu destino seria cruzar o oceano Atlântico para o Brasil. Antes disso ele tinha o desejo de ir para a África, mas como a Congregação dos Servos da Caridade não tinha obras no Continente Africano teve que escolher a América-Latina. Seu superior lhe deu a opção de escolher entre o Chile e o Brasil, Remi quis vir para o nosso país, devido ao contexto social que o estado brasileiro vivenciava com a mal governabilidade e com os direitos humanos violados: a Ditadura Militar.

Em 1968 chegou ao Brasil  e seu primeiro trabalho foi em um educandário que acolhia 120 crianças na periferia de Porto Alegre-RS. Em seguida foi para a Rio de Janeiro trabalhar em outra área periférica onde ficou por 11 anos  no meio das crianças e os mais necessitados. Vendo a necessidade de atuar no lugar mais pobre, com seca e fome, que se via na época na mídia nacional, decidiu vir juntamente com o Pe. Lino Della Morte SdC, para o nordeste nem meados da década de 80. Como eram considerados padres aventureiros, Remi e Lino viajaram de fusca do Rio de Janeiro a Petrolina chegando a Pernambuco em 1986.

No dia 12 de Junho de 1986, o então Bispo da Diocese de Petrolina Dom Frei Paulo Cardoso da Silva, O.Carm., nomeou os Padres Remi e Lino para os cuidados pastorais das paróquias de Granito, Sitio dos Moreiras (Moreilândia), Serrita e Cedro. Pe. Remi passou cinco anos evangelizando nesses lugares. Remi chegou a Salgueiro em 1991 em meio a um dos momentos mais difíceis da história da cidade, a violência estava grande no município, o Padre José Maria Prada havia sido assassinado. Já era certa a vinda de Pe. Remi para Salgueiro, mas esse ato violento antecipou o momento. Certa vez um homem de Salgueiro procurou Pe. José Maria para se casar. Nada demais se ele já não fosse casado. O indivíduo mentiu dizendo que havia residido com uma mulher em outra cidade, mas não tinha se casado. Não acreditando na versão do homem, Pe. José Maria entrou em contato com a paróquia da outra cidade e conseguiu uma certidão de casamento dele. Por ser casado, o sacramento do matrimônio não poderia ser realizado. Mediante a recusa, o indivíduo disse que o mataria se ele não efetuasse o casamento, mas o padre não quebrou as regras da igreja. No dia 29 de abril de 1991, o sujeito, contrariado, tirou a vida do servo de Deus às 11h dentro da estrutura da secretária paroquial da Igreja de Santo Antônio. A missa de corpo presente  teve participação de todo clero da Diocese Petrolina e de uma multidão de fiéis da cidade e vizinhança. No enterro o caixão foi coberto com a camisa ensanguentada do mártir.

A cidade de Salgueiro precisava naquele momento de uma mudança e sabendo disso, Pe. Remi passou a liderar uma sociedade que estava a mercê da criminalidade, com sua coragem passou a enfrentar e não aceitar qualquer ato violento. Por causa disso a população passou a ter uma maior consciência de seus direitos. Com o crescimento da participação e mobilização da população liderada pelo Padre Remi, a igreja de Santo Antônio passou a não comportar o número de fiéis que vinham participar das celebrações, por isso então as missas passaram a ser campais.

Além da violência, Salgueiro tinha uma grande taxa de pobreza no início da década de 90 sem falar na seca que assolava a região. Vendo estes problemas sociais, o pároco da então matriz de Santo Antônio passou a buscar obras socias que ajudassem os mais necessitados. Para o enfretamento da seca foram construídas mais de 70 barragens na região, as verbas foram conseguidas através de doações de franceses, italianos, dentre outros. Outra obra importante foi a “Vaca Mecânica” que distribui até hoje leite de soja para crianças e idosos de áreas pobres da cidade. Pe. Remi também liderou a construção de creches que atendem crianças carentes de Salgueiro. Estas são só algumas das obras socias por ele idealizadas e geridas.

O Padre Remi deu sua contribuição para a organização de pastorias em Salgueiro, pois na época a única Paróquia existente na cidade era a de Santo Antônio. Com reuniões de formação muitas lideranças surgiram nas pastorais, sem contar na preocupação que o Padre Remi teve em organizar o espaços físicos para os encontros e organização das pastorais. Uma das primeira aquisições foi o CEPAMA (Centro Pastoral Mandacaru), local onde se encontra instalada hoje a Casa de Acolhimento São Francisco de Assis e o Propedêutico da Diocese de Salgueiro.

Atualmente Padre Remi é Vigário Paroquial  da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Salgueiro.

Personagem (XXI)

7386Olímpio Souza Barros  nasceu  no tempo em que a extinta  PRA-8 Rádio Clube  de Pernambuco, a pioneira, era a mais importante  (e quase única)  emissora do Norte e Nordeste do Brasil. Só depois o Sertão passou a contar com os prefixos da Rádio Pajeu, de Afogados da Ingazeira, e da Emissora Rural, a Voz do São Francisco, que fez escola na região, a partir de Petrolina.

Salgueiro,  que  conta quatro com quatro emissoras, nem sonhava possuir uma rádio, embora tivesse   um prefixo do sistema Jornal de Commercio de  Comunicação pertencente  ao ex-senador Francisco Pessoa de Queiros. O empresário era amigo do comerciante e industrial salgueirense Veremundo Soares  e simplesmente esqueceu ou não teve interesse em  implantar uma rádio em nosso município. dando preferência a Pesqueira, Limoeiro, Garanhuns, Petrolina  e  Recife, que hoje integram o sistema JCPM de comunicação, incluindo a TV Jornal e o Jornal do Commercio.

Indiferente a tudo  isso, o radiotécnico Olímpio de Nanô (ele era tratado assim por parentes e amigos mais  próximos), que nos deixou recentemente, com 88 anos bem vividos, montou por conta própria  uma  oficina  em sua casa para  consertar rádio e se transformou em um “faz tudo” na técnica de radiodifusão, como autodidata de sucesso incomparável.

Ainda muito jovem e com a calma que Deus lhe, o menino que foi escoteiro, colocou em funcionamento  sua invejável inteligência voltada para a eletrônica. Começou  a criar e inventar projetos, como serviço de autofalantes,  propaganda  fixa e volante em carro de som, nascendo ai a Miramar Publicidade.

Ele evoluiu tanto na atividade que  deixou de ser um simples radiotécnico, para se tornar  um profissional com elevado grau de conhecimento na profissão que escolheu ao ponto de montar um transmissor de rádio com freqüência AM, cuja potência atingia um raio de mais de 100 quilômetros. Era o sonho de Olímpio que recebeu o nome de Miramar.

Tive a satisfação – e a coragem inocente de “cuspir” (como costumo falar na brincadeira) no microfone da Rádio Miramar, onde fazia um programa da Jovem Guarda. Mas, como estávamos em uma situação de “ilegalidade”, em plena ditadura, fui eu ao Recife buscar informação e orientação junto ao extinto Dentel para legalizar a rádio que já estava sendo sintonizada até em Serra Talhada.

Na minha volta para Salgueiro contei a Olímpio que não tínhamos como continuar com a rádio no ar, pois precisávamos “preencher” uma série de requisitos, um dos quais aguardar que um dia o governo abrisse um edital (concorrência) para implantarmos uma emissora de rádio.

A nossa saudosa Rádio Miramar teve que sair do ar, mas  seu nome continua lembrado  na empresa mantenedora da Talismã FM, de propriedade de Ailton, filho de Olímpio.

Só que  a primeira rádio a funcionar  legalmente  em Salgueiro  foi a Asa Branca AM, uma conquista  liderada  por  meu  amigo Mansueto de Lavor, nascido  na fazenda Urubu, em Serrita. O projeto foi apoiado por Luiz Gonzaga, Rei do Baião (dai o nome Asa Branca), e os empresários José Tavares de Sá (Sazinho), Antonio José de Souza (Antonio Dedé) e a Igreja Católica.

Então, Olímpio nasceu para a comunicação e deixou um legado importante, como marco de sua inteligência e devoção à comunicação social. Ele não era apenas um radiotécnico, um publicitário; foi um grande inventor e criador.

Por Machado Freire

Personagem (XX)

banoUrbano Amâncio Pereira

O Blog Alvinho Patriota presta homenagem hoje para o cidadão salgueirense Urbano Amâncio Pereira, conhecido desde menino por “Bano”, que está completando nesta sexta-feira (15) seus 85 anos de vida. Trata-se de um trabalhador nascido em plena ditadura Vargas e que ainda hoje tem uma atividade laboral perene, com a mesma dedicação e zelo de um aprendiz que muito espera um futuro promissor.

Aposentado pela Prefeitura de Salgueiro, com um mísero salário mínimo, como encanador, Bano pode ser considerado o sapateiro mais antigo (e em atividade) no município e do resto do Sertão, com uma longa história – cheia de altos e baixos para contar, sem levar em conta que também se trata de um bom pescador (nas horas vagas).

Filho de família humilde, logo cedo começou a trabalhar com o pai na usina de caroá do industrial e comerciante Veremundo Soares, um empreendedor conhecido no pais inteiro, nos tempos em que ainda não existiam estradas. “Eu trabalhava botando lenha na caldeira; tempos depois comecei a trabalhar como aprendiz de sapateiro com Aderbal Conserva (que mudou de ramo para fotógrafo) e também passei uns tempos com Afonso Ferreira (o Afonsinho) e Pedro José, que tinham oficinas de sapataria, conta o velho artesão, com riqueza de detalhes, embora diga que “anda muito esquecido das coisas”. 

Mas o que mais marcou a vida de Bano, como sapateiro profissional, conforme ele mesmo lembra, foi sua ida para o Recife, em l950, onde viveu (e aprendeu) durante quase dez anos numa vida muito agitada na “Veneza Brasileira”. “Fui pensando que sabia de tudo, mas na verdade foi lá que eu aprendi com outros companheiros na Sapataria de Almeida e na sapataria de uma viúva que fornecia calçados feitos para as sapatarias e lojas da capital”, explica. 

Na luta em comunidade, Bano conviveu com trabalhadores idealistas e sindicalizados que brigavam por seus direitos, muitos que assumiam ser “comunistas fichados”. “Eu participei de uma greve junto com os comunistas, fui demitido mas a viúva pagou meus direitos. Peguei minhas ferramentas e fui embora”, comemora o sertanejo que tinha como endereço o Ibura, hoje um dos bairros mais populosos do Recife. De lá ele, como negro, ia para o Arruda torcer pelo Santa Cruz, “porque foi convencido que o Náutico era time de branco”. 

A última parada de Bano (depois de deixar o Recife) foi Araripina – antes de voltar definitivamente para Salgueiro, onde ainda hoje permanece. “Eu foi chamado por meu irmão João para botar um negócio em Araripina. Deu tudo errado e eu quebrei em apenas seis meses. Chegando em Salgueiro, recebi o apoio de Chico de Calista e voltei a trabalhar na minha oficina, já que trabalhar para os outros não presta”, comemora. 

Apesar de ser uma pessoa a bem informada, Bano diz que não teve muito tempo para estudar e o que aprendeu foi como aluno do Movimento Brasileiro de Alfabetização – Mobral, que, ironicamente, foi criado pelo regime militar de 1964.

Escrito por Machado

Personagem (XIX)

personagemAluísio Carlos dos Santos

Em 28 de outubro de 1954 nascia Aluísio Carlos dos Santos. Filho de Carlos Pereira da Silva Dantas e Maria Raimunda da Conceição. Sua infância não foi tão fácil, quando teve oportunidade aos 17 anos, foi para a capital tentar algo melhor, mas as saudades dos pais e de sua terrinha o trouxeram de volta.

Pouco tempo depois conheceu Aurênia, com quem se casou e teve quatro filhos que lhes deram 10 netos. Onde graças a Deus os criou e educou muito bem, com muito esforço e trabalho nunca os deixou faltar nada. Seus filhos tiveram uma infância feliz, uma juventude próspera, alegre e sempre com você ao lado deles. E hoje adultos eles só tem a agradecer primeiramente a Deus por ter lhes dado um pai tão maravilhoso, atencioso e carinhoso.

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Agradecemos Aluísio, por ser o que é com filhos e também por seus netos. Netos que você cuida e ama do mesmo jeito que amou os seus filhos. Realmente seu amor nos faz muito feliz. Se nós tivéssemos uma oportunidade de ter outra vida só aceitaríamos se tivéssemos o senhor ao nosso lado de novo.

Personagem (XVIII)

Cassimiro Vereda: Um Ritmista e Compositor Popular de Salgueiro

Salgueiro é um ‘celeiro’ de artistas e de talentos dos mais variados estilos, muitos deles desconhecidos por grande parcela da população.  Cassimiro Vereda é uma dessas estrelas ofuscadas que não são muito reconhecidas nas ruas, mas que vão ficar eternizadas na história da cultura popular salgueirense. Nascido no Sítio Curral Velho, zona rural de Salgueiro, no ano de 1934, Vereda tornou-se uma dos maiores ritmistas e compositores populares do Nordeste.

Começou a tocar cavaquinho aos oito anos nas áreas rurais de Salgueiro, tornando-se mestre na arte de tocar o pequeno instrumento. Com 18 anos foi morar na casa de uma tia em São Paulo, onde participou de várias gravações de grandes forrozeiros, como Severino Januário, Luiz Gonzaga, João do Pife, Antonio Levino, Chiquinha Gonzaga, entre outros músicos. O talento o gabaritou a filiar-se na Ordem dos Músicos do Brasil (OMB) nos anos 70.

Cassimiro segura foto em que aparece tocando ao lado de Luiz Gonzaga

Para garantir os direitos de suas composições, Vereda também se filiou a Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais (SICAM) e a Sociedade Administradora de Direitos de Execução Musical do Brasil (SADEMBRA). Depois de retornar para Salgueiro em 1983, passou 25 anos sem ir a São Paulo e acabou perdendo tudo o que foi arrecado com suas músicas, a maioria instrumental de cavaquinho.

Cassimiro também foi controlado pela Ditadura Militar, que determinava quais as canções que poderiam ser tocadas no Brasil nos anos 60, 70 e 80. Ele se espanta com a ‘depravação’ das músicas na atualidade. “Hoje em dia qualquer música, sem sentido, é gravada e já está tocando nas rádios sem nenhuma fiscalização”, analisa. Atualmente o ritmista apresenta o ‘Programa Cassimiro Vereda’ todos os domingos na rádio Asa Branca AM, e o ‘Ao Cair da Tarde’ de segunda à sexta-feira na Rádio Vida FM.

Por Chico Gomes

Personagem (XVII)

Danilo Pernambucano: Um grande talento salgueirense

Membro de uma família de artistas, entre os quais o conhecido ‘Zenilton’, o jovem Danilo Filgueira Veras, 20 anos, conhecido artisticamente como ‘Danilo Pernambucano’, filho do radialista e poeta Rubens Veras, é um dos maiores talentos da atualidade na cidade de Salgueiro. Com três CDs gravados, dois ao vivo e um em estúdio, Danilo já se apresentou nos principais eventos da região.

Somente este ano, realizou shows na tradicional ‘Missa do Vaqueiro’ de Serrita, na ‘Festa de Santana’ de Parnamirim e nos festejos juninos de Salgueiro e dos municípios circunvizinhos. Não é à toa que o talentoso jovem foi convidado pelo bispo Dom Magnus Henrique para abrir o show de Pe. Zezinho neste domingo (16) no evento de aniversário da Diocese Salgueiro.

Neste Dia Nacional da Juventude, o talentoso forrozeiro salgueirense concedeu uma entrevista exclusiva para o blog de Alvinho Patriota. No bate papo que aconteceu na residência de seus pais, localizada no bairro Primavera, Danilo conta como começou a cantar e faz um breve resumo de sua carreira.

Como surgiu o gosto pela música

Aos 12 anos de idade Danilo Pernambucano participou de um grupo de forró pé de serra composto por crianças, batizado de Forró Mirim. Após dois anos se apresentando em diversas festas de Salgueiro e região o grupo se acabou e cada integrante seguiu seu rumo. Danilo foi estudar em Recife, onde atualmente reside e cursa o 5° período de Direito na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap).

Carreira solo

Depois de alguns anos longe dos palcos o nosso homenageado resolveu cantar novamente. A primeira apresentação em carreira solo ocorreu em 2009 numa tradicional ‘pega de boi’ do município de Granito. No show meio improvisado o Pernambucano gravou o primeiro CD ao vivo e não quis mais parar.

O segundo CD ao vivo foi registrado em 2010, durante o Festival da Sanfona em Salgueiro. Este ano veio o CD que consagrou o forrozeiro salgueirense como um dos mais promissores cantores de Pernambuco. Intitulado ‘Serei pra sempre assim’, o primeiro CD de estúdio de Danilo Pernambucano rendeu, inclusive, uma turnê internacional em Angola.

Compacto gravado em um estúdio de Recife conta com 15 músicas do típico forró pé de serra. O CD tem participações de Santana ‘O Cantador’, Os Nonatos e Nádia Maia. Além de tocar e cantar, Danilo também é compositor. Neste último CD participou da composição de duas músicas, chamadas ‘Não Te Dou Razão’ e ‘Meu Salgueiro’.

“Este foi o primeiro CD gravado em estúdio e graças a Deus minha carreira vem evoluindo cada vez mais, vão surgindo novas oportunidades de mostrar o verdadeiro e autêntico forró pé de serra. Hoje eu estarei na comemoração do primeiro aniversário da Diocese de Salgueiro, onde vai ter Pe. Zezinho e o bispo Dom Magnus me convidou para abrir o show de Pe. Zezinho. É algo que me deixa muito feliz e agradeço muito a Deus por essa oportunidade, pois toda essa região todinha do Sertão Central vai ‘tá’ hoje aqui em Salgueiro”, afirma Danilo, que em novembro vai se apresentar na Exposal.

Por Chico Gomes

Personagem (XVI)

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Joaquim Francisco do Nascimento, conhecido no Uri (localidade próxima de Salgueiro) como JACA DA PEDREIRA. 74 anos, desde os quinze, dedicado à arte de cortar pedra. Aliás, o Jaca trabalhou além de Salgueiro, em vários outros lugares, como em São Paulo, Petrolina, Maceió, região de Arcoverde.

De origem humilde, um dos 16 filhos de Francisco Vicente e Maria Virgovina, constituiu a sua família, também um pouco numerosa, composta de nove filhos, pessoas que dão grande alegria ao casal.

Jaca diz que a pedra bruta tem três tipos de corte: trincante, segundo e corrido. Trata-se de um trabalho artesanal que precisa de muita técnica para que atenda o seu objetivo, como todos os ofícios. A sua casa basicamente foi erguida de pedra (piso, colunas, bancos).

Dentre os irmãos de seu Jaca, está o poeta Nascimento que fez carreira na Polícia Rodoviária Federal da Paraíba, mas que antes, trabalhou como cortador de pedra e retratista (de binóculos).

Por Alvinho Patriota

Personagem (edição XV)

personagem

dona-maria-do-carmoA personagem de hoje do blog é a senhora Maria do Carmo Gomes dos Santos, 90 anos, nascida no município de Belém do São Francisco em fevereiro de 1921, filha do agricultor Martiniano Bispo e de Dona Cândida Vitalino dos Santos – católica, devota de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Dona Maria do Carmo chegou a Salgueiro com 11 anos de idade, em 1932 onde se casou com o cearense Francisco Barros, de Juazeiro do Norte, aos 24 anos.

O casal teve oito filhos “criando seis”, pois teve dois abortos. Dona Maria do Carmo afirma que todos os seus filhos nasceram com auxílio de parteira “normal”, à exceção do primeiro que contou com a assistência do Dr. Orlando Parahym, único médico à época em Salgueiro.

O esposo da nossa homenageada, seu Chico Barros era operário de José Bezerra (pai de Chicô), colocando depois uma sapataria que “fracassou” e por fim, uma lanchonete que ainda hoje funciona sob a direção do filho Cícero.

Os filhos do casal: Edvaldo, Socorro, Cícero, Cândida, Rosalina que falecera ainda criança e Maria da Glória, que partiu para outra dimensão aos 58 anos, deixando os filhos: Ricardo, Fernando e Rodrigo. Diz Dona Maria do Carmo com orgulho: “além dos filhos, tenho doze netos e sete bisnetos, um destes já com treze anos”.

Diz também: “há 53 anos resido na mesma casa. Quando aqui cheguei era uma roça de avelós e me chamavam de doida por ser a primeira casa desta área. Eu trouxe para aqui o progresso…”.  De fato, hoje a rua de Dona Maria do Carmo é uma das principais da cidade.

Dona Maria do Carmo trabalhou com o marido Chico Barros 17 anos na lanchonete, onde fazia praticamente tudo: salgadinhos, bolos, doces, tijolos de leite…

Antes, trabalhava como engomadeira e bordadeira para ganhar dinheiro, depositando na Cooperativa as economias (não tinha banco à época em Salgueiro). Conta que seu Osmundo Bezerra perguntara certa vez para que aquela menina estava guardando dinheiro, tendo respondido prontamente: “para comprar o enxoval do casamento”.

Frase: A maior alegria que sinto é ver toda minha família reunida.

Personagem (edição XIV)

personagem

news_Domingo de final da Copa do Mundo da África do Sul, destacamos como Personagem em nosso quadro dominical um salgueirense que arrasa no futebol. Manoel Tobias da Cruz Júnior, ou simplesmente Manoel Tobias, nasceu em Salgueiro no ano de 1971, e é considerado o maior jogador da história do futsal. Alcançou vários títulos, tanto pelos clubes que jogou, quanto pela Seleção Brasileira.

Atuou pelos clubes: Candeias Clube de Turismo, de Curitiba, em 1989; jogou pelo Votorantim de Recife em 1990; vestiu a camisa do Banfort de Fortaleza em 1991 e 1992; também fez parte do Inpacel de Arapoti nos anos de 1993 e 1994; ainda defendeu o Enxuta de Caxias do Sul em 1994 e 1995; integrou o elenco do Ulbra de Porto Alegre nos anos de 1996 e 1997; entrou em campo pelo Atlético Mineiro de Belo Horizonte em 1998 e 1999; defendeu o Vasco da Gama do Rio de Janeiro nos anos 2000 e 2001, e jogou no Malwee/Jaraguá de 2001 a 2002.

Manoel Tobias foi campeão gaúcho no futebol de campo pelo Grêmio em 1996. Nosso Personagem deste domingo também foi bicampeão mundial pela seleção brasileira de Futsal, bicampeão mundial de clubes pelo Atlético Mineiro/ Pax Minas e Internacional, bicampeão brasileiro, tricampeão do Campeonato Brasileiro de Futsal, bicampeão mineiro, bicampeão gaúcho, campeão carioca, campeão catarinense, tricampeão espanhol. Atualmente Manoel Tobias joga no Polaris World Cartagena da Espanha.

Por Chico Gomes

Personagem (edição XIII)

personagem

raimundo-carreroDestacamos como Personagem esta semana no blog, o escritor e jornalista salgueirense Raimundo Carrero. Nascido em Salgueiro no ano de 1947, nosso Personagem trabalhou como jornalista no rádio, televisão e jornal Diário de Pernambuco durante 25 anos, onde exerceu vários cargos, a exemplo de crítico literário e editor nacional. Foi assessor de imprensa da Fundação Joaquim Nabuco e da Universidade Federal de Pernambuco. Durante oito anos fez parte em Recife do Conselho Municipal de Cultura e ainda do Movimento de Cultura Popular.

Foi presidente da Fundação do Patrimônio Artístico e Histórico de Pernambuco (Fundarpe) até 1998. Desde 11 de outubro de 2004 ocupa a 3ª cadeira da Academia Pernambucana de Letras, lugar que tomou posse em 20 de janeiro de 2005. Seu livro “Somos pedras que se consomem” está entre os dez melhores de 1995, em escolha feita pelo jornal O Globo, além de também ficar entra as dez melhores obras de ficção de 1995, selecionadas pelo Jornal do Brasil. Entre suas principais obras estão: As sombrias ruínas da alma, Os segredos da ficção, A história de Bernada Soledade – A tigre do sertão, Sombra severa e Somos pedras que se consomem.

No ano de 1984 recebeu do Governo de Pernambuco o prêmio José Condé; em 1986 ganhou o prêmio Lucilo Varejão da Prefeitura de Recife; em 1987 recebeu o prêmio Revelação Nacional no Rio Grande do Sul, já em 1995 foi agraciado com os prêmios, Melhor Romancista do Ano, da Associação Paulista de Críticos de Arte, e prêmio Machado de Assis, na categoria melhor romance de 1995, concebido pela Biblioteca Nacional. Também recebeu o Prêmio Jabuti no ano 2000. Está concorrendo este ano ao Prêmio São Paulo de Literatura, na categoria melhor livro de 2009. O resultado sai dia 02 de agosto.

Personagem (edição XII)

personagem

gonzaga-patriota1Dando continuidade ao quadro Personagem, esta semana o blog leva aos diletos internautas um sucinto resumo da vida de Gonzaga Patriota.

Luiz Gonzaga Patriota possui graduação em Direito pela Universidade Estadual do Ceará (1978); em Administração de Empresas pela Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (1981); em Jornalismo pelo Centro Universitário de Brasília (2005). Possui mestrado em Políticas Públicas, Estratégias e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Está fazendo atualmente Doutorado em Direito Civil na Argentina, Universidade de Buenos Aires – UBA.

Gonzaga Patriota exerce o quinto mandato de Deputado Federal, tendo sido Constituinte em 1988. Deputado Estadual por Pernambuco (1983/1986). Foi o primeiro Secretário Nacional de Trânsito quando teve a oportunidade de submeter ao Congresso Nacional o Novo Código Brasileiro em vigor, norma moderna que reduziu consideravelmente o número de mortes por acidentes de trânsito no país, às quais, sempre que não cumpridas, essa triste realidade volta a acontecer.

Gonzaga é autor de 30 livros que tratam dos mais diversos assuntos, especialmente nas áreas políticas, econômicas e sociais brasileiras.

Gonzaga Patriota é natural de Sertânia-PE, filho de Sebastião Alves Freire e de Elisa Alves Patriota. Viveu toda a sua infância e parte da adolescência na zona rural daquele Município, passando logo cedo a trabalhar como telegrafista da Rede Ferroviária Federal, donde se desligou a pedido para dar prosseguimento aos seus estudos, haja vista que naquela época era muito difícil compatibilizar essa condição. Exerceu outras diversas funções como: Contador; professor; empresário, advogado, sempre se destacando no exercício do trabalho.

Gonzaga Patriota tem 11 filhos vivos (um foi chamado por Deus), os quais fazem a alegria do pai e de toda família, pois como dizia Dona Elisa, mãe de Gonzaga: “todos deram para gente”.

Gonzaga Patriota chegou em Salgueiro em 1965, plena época da ditadura militar que se instalara no país um ano antes. Aqui Gonzaga juntamente com alguns bravos jovens (Paubrica, Jomere, Zé Calixtrato, Basílio, Abimael, Macado Freire e outros), plantou o marco incial de um novo tempo na política coronelista do sertão, fundando o único partido de oposição à época – MDB, tendo sido o seu primeiro candidato a prefeito em 1976, com uma pequena votação mas que deixou os políticos tradicionais com as “barbas de molho”.

Em Salguiro Gonzaga Patriota consolidou uma brilhante carreira profissional e política, sempre apoiado em primeira mão pela família que lhe acompanhou a esta cidade, transferindo-se, depois, para Petrolina, sem jamais ter deixado Salgueiro que lhe adotou e lhe outorgou título de cidadão desta querida terra.

Por Alvinho Patriota

Personagem (edição XI)

personagem

rozaJosé de Carvalho Roza, natural de Salgueiro, nasceu em 05 de setembro de 1936, casado com a senhora Maria do Socorro Parente Alencar Roza há mais de 50 anos sem que jamais tenha havido separação – 07 filhos, 17 netos.

José Roza, atualmente aposentado como auditor fiscal da Secretaria da Fazenda do Estado de Pernambuco. Advogado, tendo atuado nessa área por cerca de 15 anos, geralmente defendendo os mais humildes, muitas vezes sem cobrar pelos serviços.

O político – José de Carvalho Roza exerceu mandato de vereador em Salgueiro por vinte anos, em parte desse tempo não recebia remuneração. Foi Presidente da Câmara Municipal em duas oportunidades.

O boêmio – Nosso personagem sempre primou por boas músicas: Nelson Gonçalves, Cauby Peixoto, Roberto Carlos e tantos outros, grandes artistas do estilo romântico. Zé Roza toca violão e saxofone.

O humorista – Dr. Zé Roza sempre foi um homem portador de grandes alegrias, para tudo sai com uma história que põem todos a rirem. Exemplo, certa vez chegou para uma pessoa e disse: PEGUEI!… A pessoa respondeu, mas eu não estou falando de ninguém, quando Zé Rosa retrucou: não está, mas pensou…

Frase: Uma das melhores coisas que gosta é reunir a família em confraternização.

Por Alvinho Patriota

Personagem (edição X)

personagem

edsonEdson Pereira Filgueira, natural de Salgueiro, nasceu em 05 de maio de 1919, casado com a senhora Maria do Socorro Bezerra Filgueira, com quem teve 16 filhos, atualmente 14 vivos. Foram 15 partos com auxílio de parteira, apenas um deles teve assistência de um dos primeiros médicos de Salgueiro, o Dr. Orlando Parahim.

Seu Edson, na época em que praticamente não existiam advogados em Salgueiro, foi nomeado advogado dos presos pobres, em 17 de agosto de 1960, ofício que exerceu por cerca de 20 anos.

A grande família: os 14 filhos; mais de 40 netos; genros e noras, sempre se reúnem todo final de ano em confraternização.

O aniversário de 90 anos de seu Edson Filgueira foi um marco de confraternização da família e amigos, deixando-o muito feliz, sempre ao lado da companheira dona Socorro, em cuja oportunidade foi celebrada a passagem de 60 anos de união matrimonial, sem que jamais tenha havido qualquer separação. Aliás, Dona Socorro afirma com muita segurança que somente se separará com a morte…

A esta afirmação seu Edson prometeu que não iria fazer como o outro, VEJA: Um casal era muito unido aqui na terra, vivendo 75 anos de matrimônio. O homem morreu e foi pro céu. Poucos dias depois a mulher também faleceu e chegando no céu pediu a São Pedro para avisar ao seu marido que também tinha morrido e estava lá para o reencontro. Quando soube na notícia o esposo disse: “avise a essa senhora que vivi com ela 75 anos porque o padre disse até a morte os separe, por isso, ela siga seu caminho, já cumpri a minha parte”.

Afirma seu Édson com muito orgulho que o único pai que conheceu foi Seu Cornelinho (Cornélio de Barros Muniz), exibindo uma carta manuscrita pelo mesmo, datada de 31 de dezembro de 1943. Da mesma forma, outra missiva do Dr. Orlando Parahim (vide abaixo).

Frase: “Ama Salgueiro de coração. “Fica muito feliz quando se encontra lá fora com um conterrâneo”.

Por Alvinho Patriota

Personagem (edição IX)

personagem

persoataDando continuidade às publicações semanais em homenagem àqueles que tiveram e têm relevantes destaques em nossa sociedade, sob quaisquer aspectos, quer na economia, na política, no trabalho, no campo social, familiar, destacamos nesta semana a pessoa do respeitado mestre Ataíde.

Severino Alves de Ataíde, casado com a senhora Rita Pereira de Ataíde, de cuja união nascera 06 filhos, foi ferroviário por 36 anos, tendo ingressado muito jovem como telegrafista da REFESA, ascendendo pouco tempo depois à função de chefe de estação e trabalhado nas seguintes localidades: Paudalho, Tacaimbó, Flores, Serra Talhada, Pesqueira, Afogados da Ingazeira, Sertânia e, por último, Salgueiro.

Foi professor do Colégio Dom Malan por 10 anos, lecionando as disciplinas: Contabilidade e Custo; Contabilidade Industrial e Análise de Balanço.

Severino Ataíde é titular do escritório CONDESCIA, localizado no bairro da bomba em Salgueiro, onde ainda hoje, apesar dos seus 80 anos e da saúde um pouco comprometida, ainda dar um expediente, estando atualizado com as exigências da profissão.

Ataíde ingressou na Maçonaria há 47 anos, tendo sido um dos fundadores da Loja Legionários da Fraternidade em Salgueiro, à qual dirigiu por vários anos, e se declara crente no Supremo Arquiteto do Universo – Deus.

Frase de seu Ataíde: “o único caminho a que devemos seguir é o da prática do bem“.

Por Alvinho Patriota