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Briga interna de facção motivou 55 mortes em presídios de Manaus

Uma disputa interna da facção Família do Norte (FDN) está por trás das 55 mortes ocorridas em presídios de Manaus entre o domingo (26) e a segunda-feira (27), segundo fontes de segurança pública ouvidas pela Folha.

O racha opõe dois líderes históricos da facção, ambos mantidos em presídios federais longe do Amazonas. De um lado, a facção “pura”, liderada por José Roberto Barbosa, o Zé Roberto da Compensa. Do outro, o ex-aliado João Pinto Carioca, o João Branco.

A ordem para as mortes dos últimos dias, executadas por asfixia ou armas brancas improvisadas, teria partido de João Branco, que, em Manaus, operaria por meio de sua mulher, identificada somente pelo primeiro nome, Sheila.

A onda de mortes, que pegou a segurança pública do Amazonas de surpresa, começou no final da manhã de domingo, durante o horário de visitas do Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus.

É o mesmo presídio onde começaram os motins em presídios nas primeiras semanas de 2017, que terminaram com um saldo de 126 mortos no Amazonas, em Roraima e no Rio Grande do Norte.

Naquela época, o FDN, ainda unido, lançou uma ofensiva contra o PCC (Primeiro Comando na Capital) em Manaus. Em resposta, a facção paulista, hoje inexpressiva no Amazonas, massacrou a FDN e seus aliados em Roraima.

Vencido o maior rival no Amazonas, a FDN começou a rachar —disputa que, segundo a polícia, está por trás de diversos assassinatos em Manaus nos últimos anos. 

No episódio mais violento, em dezembro de 2017, seis homens foram mortos durante um treino de futebol no bairro da Compensa, o berço da FDN.

Cinco jogavam na equipe T5 Jamaica, antes chamada de Compensão. Uma investigação da Polícia Federal em 2015 vinculou o time à FDN. 

Além da facção amazonense, o Comando Vermelho apresenta uma crescente presença no Amazonas, segundo o governo estadual.

O Amazonas é a principal porta de entrada da rota de cocaína peruana que abastece o Norte e o Nordeste. A droga, escoada pelo rio Solimões, também é levada para o exterior. 

Fonte: Folha de S.Paulo

Maia diz que só assinará ‘pacto’ com aval dos líderes da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nessa terça-feira, 28, que só assinará o pacto entre os três Poderes proposto pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, após apresentar o texto aos líderes da Casa e ter o aval da maioria deles.

O documento foi anunciado pelo ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) após a reunião no Palácio da Alvorada entre o presidente Jair Bolsonaro (PSL), Toffoli, Maia e Davi Alcolumbre, representante do Senado. Lorenzoni disse que os presidentes dos três Poderes assinarão um pacto com um conjunto de metas e ações possivelmente na semana do dia 10 de junho.

Sem dar detalhes sobre o documento, o ministro destacou que o Brasil vive uma crise de empregabilidade e de dificuldades econômicas, e que da reunião realizada pela manhã se consolida a ideia de formalizar um pacto “a favor da retomada do crescimento”.

A reunião aconteceu dois dias após manifestações de apoio ao presidente e que tiveram entre seus alvos o Congresso e o STF. Alertado de que as mobilizações causaram um mal-estar ainda maior nas relações com o Legislativo e o Judiciário, Bolsonaro decidiu se aproximar dos representantes dos demais Poderes. 

Maia negou que esse pacto seja um desdobramento das manifestações. “O presidente Toffoli propôs o pacto entre os Poderes há dois meses. Não foi após as manifestações”, afirmou.

A ideia de um “pacto pelo Brasil” partiu de Toffoli, ainda em fevereiro, mas nunca saiu do papel. Nos bastidores, integrantes do Congresso e do Judiciário avaliam com desconfiança o que chamam de “movimentos erráticos” de Bolsonaro. Mesmo assim, muitos veem a necessidade de alinhavar um acordo de cavalheiros para evitar que as crises política e econômica se aprofundem.

Fonte: VEJA

Juiz bloqueia R$ 128 mi de Aécio por propinas do Grupo J&F

O juiz da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, João Batista Gonçalves, determinou o bloqueio de até R$ 128 milhões do deputado federal Aécio Neves, no âmbito de investigações em torno de supostas propinas do Grupo J&F. De acordo com a decisão, este seria o valor das vantagens indevidas que o tucano teria recebido para si e em nome de outros investigados.

A decisão também alcança a ex-deputada federal Cristiane Brasil (PTB) e o ex-deputado federal Benito Gama (PTB), no valor de até R$ 20 milhões para cada um.

“Além disso, são apresentados nos autos elementos de informação para demonstrar que práticas de lavagem de capitais estariam em curso desde as primeiras tratativas para recebimento dos valores de origem suspeita.Portanto, encontra-se demonstrado o requisito do periculum in mora necessário para a decretação da medida de sequestro dos valores com possível proveniência ilícita”, anotou o magistrado.

Segundo o Ministério Público Federal, ‘Aécio Neves, no exercício do mandato de Senador da República e em razão do referido cargo, teria solicitado a Joesley Batista, bem como ao Grupo J & F, no período entre 2014 e 2017, vantagens indevidas em quatro oportunidades, sob a promessa de favorecimento em eventual governo presidencial do período entre 2015 a 2018’.

“Além disso, a promessa sobre vantagens indevidas envolveria influência junto ao Governo do Estado de Minas Gerais para viabilizar a restituição de créditos fiscais de ICMS em favor de empresas do Grupo J & F. O investigado, à época Senador da República Aécio Neves, teria recebido para si e para outrem, a quantia de R$ 128.049.063,00”, diz a Procuradoria

Segundo os investigadores, parte dos repasses ocorreu ‘nas eleições de 2014 e parte na compra de prédio ligado ao Jornal Hoje Em Dia, em 2015 e 2016, além de prestações pagas por meio da pessoa jurídica Rádio Arco Iris’.

De acordo com os procuradores, ‘quantia superior, de R$ 110.000.000,00 (cento e dez milhões de reais), teria sido paga mediante entregas de dinheiro em espécie, depósitos bancários a pessoas físicas, pagamentos por serviços simulados com emissão de notas fiscais ideologicamente falsas, além de doações a diretórios e candidatos de diversos partidos políticos’.

O juiz federal registra que ‘foram obtidos pela investigação depoimentos e provas documentais que indicam a existência de associação criminosa voltada à corrupção da função pública, envolvendo valores superiores a cem milhões de reais’.

Fonte: Estadão